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Monitoramento com reconhecimento facial registra 30 milhões de leituras e contribui para localizar desaparecidos em Florianópolis

Iniciativa da CDL com apoio do poder público reforça a segurança e impulsiona a confiança no Centro da capital

Por Assessoria de Imprensa

Publicado em 25/05/2026
Monitoramento com reconhecimento facial registra 30 milhões de leituras e contribui para localizar desaparecidos em Florianópolis

Um ano após o início do projeto de monitoramento inteligente no Centro de Florianópolis, o sistema já acumula cerca de 30 milhões de leituras faciais e contribuiu para a localização de mais de 20 pessoas desaparecidas. Os dados refletem a operação integrada liderada pela CDL Florianópolis, com participação do poder público e das forças de segurança.

A iniciativa tem como base o uso de tecnologia para ampliar a capacidade de vigilância na região central, por meio de monitoramento em tempo real e cruzamento de dados com sistemas oficiais. Ao todo, foram instaladas 24 câmeras de alta definição e reconhecimento facial em pontos estratégicos de grande circulação, como o Largo da Alfândega e o cruzamento da Rua Felipe Schmidt com a Rua Jerônimo Coelho e com a Rua Trajano.

Com uso de Inteligência Artificial, as câmeras realizam leituras faciais e cruzam automaticamente as informações com bancos oficiais, como o sistema “Acolher”, voltado à qualificação do acolhimento social, e o SOS Desaparecidos. A partir dessa integração, foi possível localizar mais de 20 pessoas ao longo do período.

Além dos resultados diretos, o volume de dados permite mapear o fluxo de pessoas na região central. O pico de leituras, na análise diária, foi registrado em janeiro de 2025, enquanto na amostra mensal, outubro apresentou o maior volume de pessoas circulando. As capturas obtidas pelas câmeras foram de, majoritariamente, homens (53,9%), com predominância da faixa etária entre 18 e 28 anos.

Nesse cenário, a Rua Felipe Schmidt consolidou-se como a via de maior movimento mensal, com mais de 1,2 milhão de pedestres circulando no mês de janeiro. Esse alto fluxo reflete a atratividade da rua, potencializada pelo cronograma de revitalizações e melhorias urbanas que a CDL Florianópolis, em colaboração com a prefeitura, vem promovendo para transformar o calçadão em um ambiente de convivência cada vez mais moderno e seguro.

A operação é ampliada pela parceria com a Khronos, que disponibiliza mais de 1.600 câmeras integradas à Central de Monitoramento da Guarda Municipal de Florianópolis, além dos equipamentos instalados no projeto.

Para o diretor de Tecnologia e Informação da CDL Florianópolis, Bruno Corrêa de Souza, o desempenho da iniciativa está diretamente ligado à integração entre os envolvidos. “É um projeto que nasce dentro da CDL e do Núcleo, mas que só se viabiliza com o apoio do poder público, das forças de segurança e da Khronos. Essa integração é o que garante escala e efetividade à operação”, afirma.

O presidente da CDL Florianópolis, Eduardo Koerich, destaca que os impactos da iniciativa também atingem o ambiente econômico. “A segurança é um fator determinante para a confiança de quem empreende, investe e circula pelo Centro. Um ambiente mais seguro contribui diretamente para o fortalecimento do comércio e da economia local”, afirma.

O projeto integra uma estratégia mais ampla conduzida pelo Núcleo dos Proprietários de Imóveis e Imobiliárias do Centro de Florianópolis, criado em janeiro de 2025. O grupo reúne quatro imobiliárias e 18 proprietários, com 63 operações comerciais em atividade, atuando na valorização da região central.

Entre as ações do Núcleo está a implantação de um sistema de limpeza e manutenção urbana com o uso de um carro elétrico para recolhimento de resíduos. Em 2025, o equipamento retirou 800 toneladas de lixo das ruas do Centro.

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