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Inadimplência em Florianópolis cresce 12,74% em maio, aponta SPC Brasil

Relatório mostra que a Capital registrou alta no número de consumidores inadimplentes e no volume de dívidas em atraso, com média de R$ 6,5 mil por devedor.

Publicado em 07/07/2026
Inadimplência em Florianópolis cresce 12,74% em maio, aponta SPC Brasil

Relatório mostra que a Capital registrou alta no número de consumidores inadimplentes e no volume de dívidas em atraso, com média de R$ 6,5 mil por devedor.

A inadimplência em Florianópolis avançou em maio de 2026. De acordo com relatório do SPC Brasil, o número de consumidores inadimplentes na Capital cresceu 12,74% em relação a maio de 2025. O percentual ficou acima da média da região Sul, que foi de 9,86%, e também acima da média nacional, de 8,87%. Na comparação mensal, entre abril e maio, o aumento foi de 0,37%.

O levantamento também mostra que, apesar da alta, a variação anual observada em maio de 2026 ficou abaixo da registrada no mês anterior. Entre os consumidores negativados de Florianópolis, a faixa etária com maior participação é a de 30 a 39 anos, responsável por 26,51% do total. Em seguida aparecem os consumidores de 40 a 49 anos, com 22,90%, e os de 50 a 64 anos, com 20,19%. A idade média dos inadimplentes na cidade é de 45,3 anos.

A distribuição por sexo segue equilibrada: 50,79% dos inadimplentes são mulheres e 49,21% são homens. Em maio de 2026, cada consumidor negativado da Capital devia, em média, R$ 6.503,65 na soma de todas as dívidas. Os dados indicam ainda que 24,56% dos consumidores inadimplentes tinham débitos de até R$ 500. Quando consideradas as dívidas de até R$ 1.000, esse percentual chega a 36,25%.

Outro dado relevante para o empresariado é o tempo médio de atraso. Em Florianópolis, os consumidores negativados estavam inadimplentes, em média, há 29,8 meses, o equivalente a cerca de 2,5 anos. A maior concentração está entre os devedores com atraso de 1 a 3 anos, que representam 32,85% do total.

Além do número de consumidores inadimplentes, o volume de dívidas em atraso também cresceu. Em maio de 2026, o número de dívidas de moradores de Florianópolis aumentou 16,49% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O índice ficou abaixo da média da região Sul, de 16,88%, mas acima da média nacional, de 15,64%. Na comparação com abril, a alta foi de 0,27%.

Por setor credor, os bancos concentram a maior parcela das dívidas em atraso na cidade, com 66,58% do total. Na sequência aparecem outros setores, com 13,27%, comércio, com 9,86%, água e luz, com 5,94%, e comunicação, com 4,35%.

Em média, cada consumidor inadimplente em Florianópolis possuía 2,63 dívidas em atraso em maio. O número ficou acima da média da região Sul, de 2,52 dívidas por pessoa inadimplente, e da média nacional, de 2,34.

Os dados reforçam a importância de os empresários acompanharem o comportamento da inadimplência local, especialmente em decisões relacionadas à concessão de crédito, negociação com consumidores e planejamento financeiro dos negócios. A CDL Florianópolis está ao lado dos empreendedores da cidade para apoiar a gestão empresarial e oferecer soluções que contribuam para relações comerciais mais seguras. Entre elas, o serviço de consulta do SPC Brasil se destaca como uma importante ferramenta para análise de crédito, prevenção da inadimplência e tomada de decisão com mais segurança.

Fonte: SPC Brasil – Relatório de Inadimplência em Florianópolis/SC, maio de 2026.

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