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CDL Florianópolis integra projeto de transformação urbana e social do Maciço do Morro da Cruz

Por Assessoria de imprensa

Publicado em 29/10/2026
CDL Florianópolis integra projeto de transformação urbana e social do Maciço do Morro da Cruz

Entidade está entre as financiadoras das oficinas participativas do ‘Juntos pelo Maciço’, iniciativa que envolve 21 comunidades na construção de propostas para o desenvolvimento do território

A CDL Florianópolis é uma das instituições parceiras do “Juntos pelo Maciço”, projeto coordenado pela Prefeitura Municipal para planejar a transformação urbana e social do Maciço do Morro da Cruz. A iniciativa envolve 21 comunidades e prevê a participação direta dos moradores na identificação de necessidades e na definição de prioridades para a região. Desenvolvido no âmbito do Programa Floripa 400, o projeto teve início em outubro e reúne poder público, setor produtivo, organizações da sociedade civil e especialistas.

A entidade é uma das financiadoras das oficinas participativas, ao lado da Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF), Floripa Sustentável, Instituto Pedra Branca e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon). A etapa será realizada sem ônus para a Prefeitura e busca garantir que as propostas sejam construídas a partir da escuta das comunidades, com apoio técnico de instituições especializadas.

O projeto contempla um território que reúne aproximadamente 24,3 mil moradores, segundo estimativa da Prefeitura com base no Censo de 2022. Apesar da localização próxima ao Centro e a importantes áreas da Capital, as comunidades convivem com desafios históricos relacionados à infraestrutura, ao acesso a oportunidades, à ocupação urbana e à vulnerabilidade ambiental.

A proposta é abordar essas questões de forma integrada, considerando não apenas intervenções físicas, mas também inclusão social, segurança cidadã, adaptação climática, preservação ambiental e fortalecimento dos vínculos comunitários.

Planejamento construído com as comunidades

O Juntos pelo Maciço adota os princípios do Urbanismo Social Regenerativo, abordagem que coloca a participação dos moradores no centro das decisões sobre o território. A metodologia tem como referência experiências de transformação urbana desenvolvidas em Medellín, na Colômbia, e busca conciliar conhecimento técnico com a realidade de quem vive nas comunidades.

Entre 27 de outubro e 5 de novembro, serão realizadas seis oficinas participativas, reunindo lideranças comunitárias, moradores, representantes do poder público, instituições e especialistas. As atividades incluem a elaboração coletiva de mapas, identificação de problemas e potencialidades, discussão de projetos urbanísticos e definição de prioridades.

As contribuições serão sistematizadas por uma equipe técnica, que transformará as propostas em mapas, estudos e diretrizes para o planejamento do território.

O trabalho conta com apoio metodológico de um consórcio formado pelo Centro de Estudos das Cidades – Laboratório Arq.Futuro do Insper, Arq.Futuro Projetos, Lua, Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM) e Floripa Sustentável.

Compromisso com o desenvolvimento

A participação da CDL Florianópolis no financiamento das oficinas reforça o envolvimento da entidade em iniciativas de planejamento urbano e articulação entre diferentes setores da sociedade. A proposta é contribuir para a construção de soluções que considerem as necessidades das comunidades e promovam melhorias duradouras na qualidade de vida da população.

O processo participativo deverá resultar no Masterplan do Maciço do Morro da Cruz, previsto para o primeiro trimestre de 2027. O documento reunirá estratégias de longo prazo, diretrizes urbanísticas, propostas de intervenções-piloto e caminhos para a implementação das ações.

Para o presidente da CDL Florianópolis, Eduardo Koerich, o envolvimento das comunidades é fundamental para que o planejamento se traduza em melhorias efetivas. “Não existe desenvolvimento de uma cidade sem olhar para as pessoas que vivem nela. Ao apoiar esse projeto, queremos contribuir para que os moradores tenham voz na construção de soluções para o Maciço do Morro da Cruz. É um trabalho que exige diálogo, união de esforços e compromisso de longo prazo com Florianópolis”, destaca.

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