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Clipping - 13/09/2017

CDL de Florianópolis

JovemPan: Jornal Local
Pauta: Palestra Disney
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Fonte: Notícias do Dia - Janine Alves


Fonte: Notícias do Dia - Janine Alves

Geral


Fonte: FecomércioSC

Comércio em Santa Catarina registra maior variação no volume de vendas desde 2012

Desempenho no acumulado de 12 meses foi o mais alto do país, conforme IBGE

Enquanto o varejo brasileiro registra resultados negativos no volume de vendas, Santa Catarina acumula nove altas consecutivas, conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento de 14,2% em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado, reforça a tendência de recuperação do setor visto como um “termômetro” da economia do Estado. Novamente, o comércio catarinense tem o melhor desempenho do país, seguido pelo estado de Alagoas, com 10,3%. Em termos de receita nominal, que aponta o que entrou no caixa, a variação foi positiva em 10,9%.

No acumulado de 12 meses, o avanço no volume de vendas do comércio varejista restrito (sem atividades de material de construção e veículos) foi de 6,8%, a taxa mais alta desde dezembro de 2012 e também o melhor saldo entre todos os estados. O faturamento de agosto de 2016 a julho de 2017 cresceu 11,1%.

De acordo com o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, o comportamento das vendas no Estado atingiu um patamar mais sólido após meses seguidos de números positivos. Fatores como a liberação do saldo inativo do FGTS, o mercado interno consolidado e elevação da renda no Estado pesaram na recuperação. “O comércio precisava desse fôlego. A inflação e os juros mais baixos favorecem o setor, por que barateiam o crédito e trazem mais poder de compra ao catarinense, estimulando o consumo e, consequentemente, toda a economia”, afirma.

volume vendas

Dois setores que vêm se destacando nos últimos meses apareceram de novo com os melhores resultados: o segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (41,9%)- que estavam bastante prejudicados pela demanda fraca com o encolhimento nos investimentos- e os Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (24,5%), impactados pela desinflação dos alimentos. Já o segmento de móveis, que é mais dependente do crédito, apresentou queda de 22,9%.

O varejo nacional registrou alta de 3,1% no volume de vendas em relação ao mesmo mês do ano passado- o quarto resultado positivo consecutivo, após 23 taxas negativas- e variação da receita em 1,2%. No acumulado de 12 meses, o setor fechou com queda de 2,3% e a receita nominal atingiu 2,8%.

Emprego reage lentamente

Com a retomada do setor, a expectativa é começar a reverter a situação do mercado de trabalho. Apesar de Santa Catarina ter o menor índice de desemprego, a taxa de desocupação cresceu a passos largos desde o segundo semestre de 2015.

Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que o comércio continua demitindo mais do que contratando (fechamento de 6.576 vagas no primeiro semestre de 2017), mas os números negativos estão desacelerando e estão inferiores aos dois anos anteriores.

“A empregabilidade é a última a se recuperar após uma recessão, por que demora para o mercado conseguir absorver todo o contingente que está sem trabalho. A produção e o consumo reagem antes, como já podemos visualizar", explica o economista da Federação, Luciano Córdova. O nível de estoque de empregos formais que Santa Catarina tinha em 2014, no período de pleno emprego, só deve recuperado em 2019.


Fonte: Notícias do Dia

Litro da gasolina comum chega a R$ 4 na Grande Florianópolis e sobe 18% em 60 dias

Preço do combustível oscila nos postos entre R$ 3,499 e R$ 3,999; nova prática da Petrobras prevê ajustes até diários nos preços

Encher o tanque com gasolina e diesel está cada vez mais caro na Grande Florianópolis. Em São José, um posto de combustíveis na marginal da BR-101 cobra R$ 3,999 o litro da gasolina comum e R$ 4,099 pela aditivada. Mas, para alívio dos motoristas, alguns postos continuam com promoções e o litro da gasolina comum também pode ser encontrado a R$ 3,499 e a aditivada a R$ 3,599. Segundo o presidente do Sindópolis (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), Valmir Espíndola, nos últimos 60 dias o preço da gasolina subiu 18% e o diesel 25% nas distribuidoras.

Com a nova política da Petrobras, que prevê ajustes até diários nos preços para evitar uma perda de participação no mercado, os combustíveis voltaram a pesar no orçamento dos brasileiros. “Agora, o preço pode cair ou subir diariamente, mas normalmente sobe mais do que cai. O consumidor precisa saber que o posto é apenas a ponta da cadeia. No meu posto só aumento ou reduzo o preço quando a diferença chega a R$ 0,10. Acredito que os aumentos poderiam ser mais espaçados, porque os reajustes devem interferir na inflação”, disse Espíndola.

No último sábado, a Petrobras anunciou a elevação de 2,6% para a gasolina em suas refinarias, enquanto o diesel teve alta de 1,5%. O mercado da gasolina no Brasil é regulamentado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) e pela lei do petróleo (9.478/97). Assim, desde janeiro de 2002, o preço passou a ser definido pelo próprio mercado. No preço que o consumidor paga no posto pela gasolina, além dos impostos – Estados (ICMS) e União (Cide, PIS/Pasep e Cofins) e da parcela da Petrobras -, também estão incluídos o custo do etanol anidro (fixado livremente pelos produtores) e os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos postos revendedores.

Para o representante comercial André Rufino, 47 anos, que roda até 3.000 por mês, o preço do combustível assusta. “Os governantes só querem aumentar os impostos para cobrir os desvios de corrupção. Como não posso deixar de trabalhar, a solução foi a de reduzir as viagens e os passeios de lazer”, lamentou.

Concorrência leva ao fechamento de postos

A prática de pesquisar preços ainda deve ser adotada pelo consumidor. O agente de escolta José Paixão, 36 anos, busca os postos com preços em promoção mesmo pagando à vista. O objetivo é economizar ao máximo. O presidente do Sindópolis, Valmir Espíndola, afirmou que a concorrência está levando ao fechamento de postos. Atualmente, são 1.980 em todo o Estado.

A variação do posto mais barato do mais caro na Grande Florianópolis fica em R$ 0,50 o litro. O tanque de 45 litros pode gerar uma economia de R$ 22,50. “Confesso que não deixo de fazer nada pelo preço da gasolina, mas também não quero pagar mais caro. Onde tem promoção, eu estou, mesmo tendo de pagar em dinheiro”, disse Paixão.

A concorrência entre os postos resultou no fechamento de dezenas de estabelecimentos. “Desde 2016, 19 postos fecharam na Grande Florianópolis e 36 na região de Joinville. A recessão também reduziu o consumo em 10%”, afirmou Espíndola.

Em visita a Florianópolis, o professor Gabriel Mariano, 35, de Francisco Beltrão (PR), comemorou ao encontrar um posto com gasolina a R$ 3,499 o litro. “Na minha cidade, está R$ 4,20, e durante a viagem não encontrei preço mais barato”, contou.


Fonte: Notícias do Dia

Governo de SC e delegação da União Europeia se reúnem para ampliar relações comerciais

Para o representante da Itália em Florianópolis, Attilio Colitti, o Estado oferece boas oportunidades aos investidores estrangeiros

Lideranças da União Europeia estão em Santa Catarina para tratar de atuais e de novas parcerias comerciais entre o Estado e os países do bloco internacional. Na tarde desta terça-feira (12), o governador Raimundo Colombo recebeu a delegação na sede da SC Parcerias, no Centro Administrativo, em Florianópolis. Participaram representantes de consulados, embaixadas e escritórios comerciais de países como Alemanha, Croácia, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Itália, Polônia, Países Baixos, Romênia e Suécia.

Para o governador Colombo, a oportunidade permite gerar um aumento na produção e na venda no exterior, além de novos empregos e uma melhoria na economia catarinense. No encontro, o secretário executivo de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond, destacou que, embora o Estado tenha pouco mais de 1% do território brasileiro e 3% da população nacional, tem o sexto maior PIB (Produto Interno Bruto) do país. Ele frisou também a boa distribuição demográfica do Estado, o que fortalece o desenvolvimento das diferentes regiões catarinenses.

Segundo dados da Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), em relação às exportações, 17% das vendas externas catarinenses vão para a União Europeia, principal destino dos produtos do Estado, com um fluxo de US$ 1,3 bilhão em 2016. No mesmo período, Santa Catarina importou US$ 1,8 bilhão do bloco, o segundo principal fornecedor do Estado, atrás apenas da China.

Força italiana

De acordo com o representante da Itália em Florianópolis, o empresário italiano Attilio Colitti, o encontro garantiu aos convidados uma boa impressão do Estado. “A Itália ainda não está muito presente em Santa Catarina, mas temos muito interesse em empresas de vários setores, principalmente de tecnologia de gestão de portos”, destacou.

A reunião, conforme Colitti, permitiu que os estrangeiros se certificassem do interesse do Estado em reforçar o ramo da infraestrutura, por meio de seus serviços. “Fomos surpreendidos com os comentários e oportunidades que Santa Catarina oferece aos investidores estrangeiros”, disse. “A Itália tem empresas líderes em vários setores – algumas já presentes no Brasil, no ramo da infraestrutura da tecnologia. E Santa Catarina pode ser um excelente lugar para startups e para a criação de novas empresas.”

Segundo ele, o cônsul-geral da Itália para o Paraná e Santa Catarina, Rafaelle Festa, esteve no Estado em julho e ficou impressionado com a região. “Ele falou que [Santa Catarina] precisava de mais divulgação lá fora, para que todos ficassem sabendo das reais oportunidades comerciais”, garantiu.


Fonte: Notícias do Dia

Taxistas protestam contra transporte privado e projeto sobre o serviço segue para a Câmara

Sinditáxi cobra a aplicação do CTB aos motoristas que trabalham sem licença; paralelamente, a Secretaria da Casa Civil encaminhou ao Legislativo a proposta que regulamenta este tipo de transporte

Dezenas de taxistas de pelo menos 15 cidades catarinenses realizaram nesta terça-feira (12) uma carreata até a Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina) e o Centro Administrativo do governo do Estado, ambos em Florianópolis, em protesto aos serviços de transporte privado de passageiros não regulamentados (Uber e outros aplicativos). A categoria quer a efetiva aplicação do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê multa e retenção do veículo das pessoas que fazem o transporte remunerado sem licença. A rua Álvaro Milen da Silveira, no Centro, ficou congestionada e bloqueada por dez minutos. Paralelo à manifestação, a Secretaria da Casa Civil de Florianópolis informou que o projeto regulamentando o transporte privado de passageiros foi encaminhado à Câmara.

O presidente do Sinditáxi (Sindicato dos Taxistas de Florianópolis e Região), Irandi de Oliveira, entregou os ofícios para deputados, ao governador Raimundo Colombo (PSD) e ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Paulo Henrique Hemm. “Queremos apenas que a legislação seja cumprida. O código é claro ao afirmar que todo veículo de transporte de passageiros precisa ser licenciado. Os taxistas querem que a PM cumpra a lei e retire de circulação quem não é regulamentado”, disse. O presidente da Comissão de Transportes da Alesc, deputado João Amin (PP), informou que pode ampliar o debate solicitando audiências públicas, mas que não há projetos nesta área na assembleia.

O documento é assinado por Sinditáxi, Sintregf (Sindicato das Transportadoras Turísticas da Grande Florianópolis) e pela Coomitra (Cooperativa Mista de Transportadores de Turismo de Florianópolis). Segundo os organizadores, mais de 200 táxis estavam nos protestos. De acordo com o tenente da PM Julio Cesar Poletti, eram 150 veículos.

Para o taxista Alexandre dos Santos, a concorrência com quem não paga imposto é desleal. “É fácil cobrar mais barato sem pagar com as obrigações fiscais. Não queremos facilidades e defendemos a equiparação dos deveres. Nossa categoria está à beira de um colapso financeiro e psicológico”, afirmou.

Projeto do Uber chega à Câmara

O secretário da Casa Civil, Filipe Mello, informou que encaminhou nesta terça-feira (12) o projeto de regulamentação do transporte individual privado de passageiros. A matéria com 29 artigos foi elaborada com a participação dos taxistas, do Sinditáxi, dos motoristas de aplicativos e da Uber, segundo o secretário. Se o projeto for aprovado, os motoristas deverão fazer um curso, os veículos terão de passar por vistoria anual e receberão uma identificação.

Um artigo prevê que somente os carros licenciados em Florianópolis poderão trabalhar na Capital. Isso porque 50% do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) são devolvidos pelo Estado ao município. “O projeto foi elaborado com a participação de todos e é uma das legislações mais modernas. Definimos regras claras para a cobrança de impostos, que hoje vão para a cidade de São Paulo (SP), por causa das operações de cartão de crédito e da sede da empresa”, explicou Mello.

A expectativa do secretário é de que o projeto tramite por 45 dias na Câmara, mas não existe um prazo estabelecido. O documento passará pelas comissões e pode ser alterado pelos vereadores.

Principais pontos do projeto
- Arrecadação de 5% do ISS (Imposto Sobre Serviços)
- Cobrança de 1% do faturamento mensal, que será pago a título de “preço público”. Veículos elétricos, híbridos e com acessibilidade terão isenção deste item
- Somente os veículos emplacados em Florianópolis poderão trabalhar. Quando outras cidades da Grande - Florianópolis regulamentarem o serviço, poderá haver a reciprocidade da liberação
- Motoristas deverão fazer um curso de turismo e cultura de 30 horas

Será obrigatório o seguro de proteção aos passageiros;
Veículos serão identificados pela prefeitura e passarão por vistoria anual;
Carros serão cadastrados na prefeitura.


Fonte: Diário Catarinense

Defensorias públicas de SC e da União fecham acordo sobre judicialização na Saúde

Mirando a redução dos custos da judicialização na área da Saúde em Santa Catarina, representantes da Defensoria Pública do Estado (DPE), da Defensoria Pública da União (DPU) e da Corregedoria da Defensoria Pública de SC fecharam um termo de cooperação. O acordo entre as partes foi firmado durante reunião na manhã desta terça-feira, em Florianópolis, e passa a valer para novas ações no setor. As informações são da assessoria de imprensa da DPE.

Agora, o que em tese já deveria ocorrer, fica oficializado que os casos na Justiça que dizem repeito a medicamentos de alta complexidade ficarão na competência da DPU e da União. Já as ações de menor complexidade, cujo valor não ultrapasse 40 salários mínimos por ação, são de responsabilidade da DPE.

O defensor público-geral de SC, Ralf Zimmer Junior, explica que a defensoria estadual só pode ajuizar ações na Justiça Estadual, mesmo quando os valores são altos, e que isso acaba onerando o Estado. Agora, quem entrar com ações cujos valores ultrapassem o estipulado no acordo será orientado a procurar a DPU. Antes, explica Ralf, como não havia esse termo de cooperação, a defensoria do Estado acabava "abrançando" todas as ações, independente dos valores requisitados.

– Começaremos com (as ações) da Grande Florianópolis e depois vamos buscar firmar (acordos) nas outras regiões do Estado. Com isso pretendemos abstrair, do Estado, o alto custo com as ações para medicamentos de alta complexidade, ficando a União, que tem mais recursos, com a responsabilidade de prover essa solicitação – explicou.

Entenda

Mesmo antes desse acordo ser firmado entre as defensorias, o Judiciário já considerava que municípios, Estado e União são solidários nas ações judiciais na área da Saúde. Nesse entendimento, cada um possui responsabilidades, sendo a União responsável por alta complexidade, Estado por média e municípios por remédios da rede básica. No entanto, a conta maior acaba ficando por conta do governo estadual. Isso ocorre porque a Justiça Federal é mais rígida e acaba sendo mais fácil e comum entrar com ações contra o Estado.


Fonte: Diário Catarinense

STF autoriza novo inquérito para investigar Temer

Michel Temer passa a ser alvo de uma nova investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda-feira (12), o ministro Luís Roberto Barroso decidir pela abertura de inquérito para apurar fatos relacionados ao Decreto dos Portos, editado em maio deste ano. A apuração se dará sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

Também serão investigados o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, além de Antônio Celso Grecco e Rodrimar Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos.

A necessidade de uma investigação sobre a edição do Decreto dos Portos foi inicialmente apontada pelo procurador em junho, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Tribunal a denúncia contra Temer por corrupção passiva. Analisando o que foi informado pela PGR, Barroso disse que há "elementos suficientes para instauração e inquérito".

"Os elementos colhidos revelam que Rodrigo Rocha Loures, homem sabidamente da confiança do Presidente da República, menciona pessoas que poderiam ser intermediárias de repasses ilícitos para o próprio Presidente da República, em troca da edição de ato normativo de específico interesse de determinada empresa, no caso, a Rodrimar S/A", assinalou Barroso na decisão de abertura do inquérito.

Barroso faz uma ponderação sobre "ônus pessoal e político" da investigação de um presidente da República, mas que isso não pode impedir a apuração.

"A ninguém deve ser indiferente o ônus pessoal e político de uma autoridade pública, notadamente o Presidente da República, figurar como investigado em procedimento dessa natureza. Mas este é o preço imposto pelo princípio republicano, um dos fundamentos da Constituição brasileira, ao estabelecer a igualdade de todos perante a lei e exigir transparência na atuação dos agentes públicos. Por essa razão, há de prevalecer o legítimo interesse social de se apurarem, observado o devido processo legal, fatos que podem se revestir de caráter criminoso", afirmou Barroso.

"Presentes os elementos indiciários mínimos da ocorrência do fato e de eventual autoria por pessoa com foro por prerrogativa de função perante esta Corte, determino a instauração do inquérito, devendo o feito ser autuado como tal", decidiu Barroso.

Apesar de o pedido de investigação ter sido feito por Janot, caberá a Raquel Dodge, que assume na próxima semana a chefia da PGR, conduzir o inquérito. A indicação de Dodge ao cargo de procuradora-geral da República foi feita por Temer e referendada pelo Senado.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto foi procurada pela reportagem mas ainda não respondeu se o presidente se manifestará. Procurado, o advogado de Rocha Loures, Cezar Bittencourt, afirmou que só se manifestará após ter conhecimento da decisão do ministro.

O caso

Apesar de a petição da PGR falando da necessidade de investigação ter sido enviada em junho, apenas no dia 31 de agosto ela se manifestou a respeito da relatoria. Após verificar que não haveria conexão desta investigação com um inquérito que já tramitou no STF sobre o Porto de Santos e foi arquivado em 2011, Janot pediu a livre distribuição do pedido de abertura de inquérito entre todos os ministros. No sorteio, o escolhido foi Barroso.

As suspeitas sobre Temer em torno da edição do Decreto dos Portos surgiram a partir de uma conversa de pouco mais de dois minutos com Loures interceptada pela Polícia Federal (PF) em 4 de maio. Loures, que foi assessor especial da Presidência, estava grampeado. O deputado tentava saber sobre a assinatura do Decreto dos Portos e Temer informou que iria assiná-lo na outra semana.

Depois da conversa com Temer, Rocha Loures passou informações por telefone a Ricardo Conrado Mesquita, membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Terminais Portuários e diretor da empresa Rodrimar, que opera no Porto de Santos.

O nome de "Ricardo" é apontado pela Procuradoria como um dos possíveis intermediários de repasses ilícitos para Temer. Na denúncia que foi enviada ao STF em junho, a PGR, nos diálogos interceptados, identifica os codinomes "Ricardo", "Celso", "Edgar" e "Coronel" como pessoas que possivelmente recebiam repasses para Loures e Temer.

O presidente assinou em 10 de maio decreto para facilitar investimentos privados nos portos. Na conversa ao telefone, o presidente indica o que é uma das principais mudanças previstas no decreto: o aumento para 35 anos de prazos dos contratos de arrendatários, prorrogáveis por até 70 anos. Após Loures comentar que teve informação de que já teria sido assinado o decreto, Temer responde:

"Não. Vai ser assinado na quarta-feira à tarde... Vai ser numa solenidade até, viu?".

Em outro trecho da conversa, o presidente diz que "aquela coisa dos setenta anos lá para todo mundo parece que está acertando aquilo lá...".

"Têm-se, pois, elementos de prova no sentido de que o denunciado Rodrigo Loures, homem de total confiança do também denunciado Michel Temer, não apenas mencionou diversas pessoas que poderiam ser intermediárias de repasses financeiros ilícitos para Temer, como também atuou para produção de ato normativo que beneficiara justamente a sociedade empresária possivelmente ligada às figuras de 'Ricardo' e 'Celso', no caso Rodrimar S.A., nas pessoas de Ricardo Conrado Mesquita, diretor, e Antônio Celso Grecco, sócio e presidente", escreveu Janot em junho.

Quando veio à tona o novo pedido de abertura de inquérito, a assessoria do Palácio do Planalto informou que o presidente não iria comentar o pedido da PGR.


Fonte: Diário Catarinense

Coreia do Norte promete acelerar programa nuclear após sanções da ONU

A Coreia do Norte prometeu acelerar seus programas militares, em resposta às "maléficas" sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU após o sexto teste nuclear do país.

"A adoção de uma ilegal e maléfica nova 'resolução de sanções' impulsionadas pelos Estados Unidos constitui uma oportunidade para que a Coreia do Norte comprove que o caminho que escolheu é absolutamente correto", declarou o Ministério norte-coreano das Relações Exteriores em nota divulgada pela agência oficial de notícias KCNA.

A Coreia do Norte "redobrará esforços para incrementar seu poderio e proteger a soberania nacional e o direito a existir", acrescentou o comunicado.

A Chancelaria norte-coreana também rejeitou a resolução, classificando-a de "odiosa provocação destinada a privar a Coreia do Norte de seu legítimo direito à autodefesa e a sufocar seu Estado e seu povo por meio de um bloqueio econômico de grande envergadura".

Em Seul, o Ministério da Unificação alegou que se trata da "resposta mais moderada [de Pyongyang] a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU".

Na segunda-feira, a ONU aprovou por unanimidade a resolução promovida pelos Estados Unidos e apoiada por China e Rússia. Esta foi a oitava série de sanções e proíbem as exportações têxteis da Coreia do Norte e restringem seu abastecimento em petróleo e gás.

Washington queria impor à Coreia do Norte um embargo total sobre suas importações de petróleo e congelar os bens de seu dirigente, Kim Jong-un, mas teve de ceder para conseguir o apoio de Pequim e Moscou.

A nova resolução prevê limitar as entregas de petróleo à Coreia do Norte a seu nível dos 12 últimos meses.


O texto proíbe ainda a concessão de novas permissões de trabalho aos cerca de 93.000 norte-coreanos que trabalham no exterior e constituem uma importante fonte de receita para o governo.

Há pouco mais de um mês, o Conselho havia aprovado sanções para privar o regime norte-coreano de um terço de sua receita, o correspondente a US$ 1 bilhão ao ano. Neste pacote, vetava-se as exportações norte-coreanas de carvão, ferro e frutos do mar, depois do lançamento - em meados de agosto - de um míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.

Ceticismo

Alguns especialistas expressaram ceticismo a respeito do alcance do texto adotado ontem, alegando que as sanções anteriores não impediram o grande avanço dos programas nuclear e balístico de Pyongyang.

Depois de testar dois mísseis intercontinentais em julho, a Coreia do Norte realizou em 3 de setembro o sexto teste nuclear, o mais importante até o momento.

O site especializado americano 38 North, ligado à Universidade Johns Hopkins, informou nesta quarta-feira que o último teste nuclear da Coreia do Norte teve, "aproximadamente", a potência de 250 quilotons, mais de 16 vezes a força da bomba que destruiu a cidade japonesa de Hiroshima, em 1945.

O teste foi realizado na semana passada e, segundo Pyongyang, trata-se de uma bomba de hidrogênio capaz de ser transportada por uma ogiva de míssil.

"Este grande poder explosivo é próximo ao limite atribuído pelo 38 North para o sítio de testes de Punggye-ri", acrescenta o site.

A Coreia do Sul estimou a potência do último teste em 50 quilotons, e o Japão, em 160 quilotons.

Segundo 38 North, imagens de satélite de sexta-feira passada, cinco dias após o teste, revelam atividade nas entradas do túneis em Punggye-ri, incluindo caminhões estacionados e outros equipamentos.

"As obras podem estar mudando o propósito e a capacidade para novos testes nucleares subterrâneos", acrescenta.


Fonte: EconomiaSC

Vendas no comércio varejista ficam estáveis em julho

Em comparação a julho de 2016, volume de vendas subiu 3,1%

O comércio varejista registrou no mês de julho variação nula (0,0 %) no volume de vendas em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. O resultado ocorre após três meses seguidos de aumento. Nesses período o varejo acumulou ganho de 2,2%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada, dia 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostra que em comparação a julho de 2016, na série sem ajuste sazonal, o volume de vendas subiu 3,1%, deixando a variação acumulada nos sete primeiros meses de 2017, em 0,3%. De acordo com a gerente da PMC, Isabella Nunes, o resultado é o melhor em meses de julho desde 2013.

O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo está entre os três que mais avançaram nas vendas e teve variação de 0,7%, entre junho e julho. Os outros destaques foram tecidos, vestuário, calçados( 0,3%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,4%).

O setor de combustíveis e lubrificantes registrou queda (-1,6%) na mesma comparação, como também artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%) e artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%). Os três pressionaram negativamente o indicador do comércio varejista de julho.

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