Clipping - 31/10/2017

Geral

Fonte: Notícias do Dia

Senado vota proposta que pode mudar regras para motoristas de aplicativos nesta terça

O projeto propõe regras mais rígidas para o serviço, como idade mínima para os condutores, exigência de "ficha limpa" aos motoristas, adesão de placas vermelhas e licença específica para trabalhar

Em meio a protestos de taxistas e motoristas de aplicativos, o plenário do Senado vota nesta terça-feira (31) proposta que pode deixar mais rígidas as regras para serviços de aplicativos de transporte individual. Aprovado em abril pela Câmara dos Deputados, o texto tramita em regime de urgência e será o primeiro item da pauta do Senado na sessão desta terça.

As regras aprovadas pelos deputados desagradaram os representantes de empresas como Uber, Cabify e 99. Entre outros pontos, o texto prevê vistorias periódicas nos veículos, idade mínima para os condutores, exigência de "ficha limpa" aos motoristas, adesão de placas vermelhas e licença específica para trabalhar.

O projeto é criticado pelos motoristas de aplicativos, que argumentam que ele "inviabiliza" o trabalho. Os representantes dos taxistas são favoráveis, porque dessa forma acreditam que a concorrência seria mais leal, com regras semelhantes para os dois profissionais. Outro argumento usado pelos taxistas é que, com as novas regras, o transporte ficará mais seguro tanto para passageiros quanto para motoristas.

No Senado, a proposta foi modificada na CCT (Comissão de Ciência e Tecnologia). Um substitutivo ao texto da Câmara, apresentado pelo senador Pedro Chaves (PSC-MS), feito com base no texto original e em mais duas propostas que tramitavam na Casa, é mais favorável aos motoristas de aplicativos. Nele, o senador classifica o serviço de privado e tira a necessidade de permissão dos municípios e, consequentemente, o licenciamento com exigência de placas vermelhas.

Sem consenso entre os senadores, mesmo sem ser votada na CCT, a matéria seguiu para o plenário, após aprovação do regime de urgência. "Se aprovarmos o texto original, será uma grande tragédia, pois o serviço ficaria subordinado ao Poder Público, precisando de licença para funcionar, assim como ocorre nos alvarás dos taxistas. Entendo que o Uber deve ser um empreendimento privado, com regras, cabendo à prefeitura apenas fiscalizar", disse Chaves .

Campanha

Enquanto taxistas organizaram carreatas em diversas cidades do país na semana passada, usuários e motoristas dos serviços de aplicativos encheram as páginas dos senadores no facebook e os e-mails deles com comentários contrários à proposta. Além disso, a Uber, por exemplo, investiu em anúncio contra a proposta no horário nobre de TV e mandou e-mails para todos os usuários cadastrados do serviço, com uma lista de motivos para que o texto seja rejeitado. No mesmo e-mail, a empresa pede o apoio dos clientes para pressionar senadores de seus respectivos estados a votar contra o texto da Câmara. Assim como em outras cidades onde a empresa atua, em Florianópolis, motoristas fizeram protestos e carreatas contra o projeto.

O diretor-presidente da Associação Brasileira das Associações Civis e Cooperativas de Motoristas de Taxi, Edmilson Americano, admite que a categoria não tem o poder financeiro dos concorrentes. Ainda assim, eles acreditam na aprovação do texto da Câmara. Segundo Americano, motoristas de todo o país já estão em Brasília para acompanhar a votação. A expectativa é de que pelo menos 3 mil carros estejam nas imediações do Congresso na hora da votação. Todos estão sendo orientados a agir sempre de forma pacífica e ordeira’. “É desonesto e desumano cumprir os requisitos exigidos pelo Poder Público, como fazem os taxistas, e não exigir o mesmo para os motoristas dos aplicativos”, afirmou o presidente da associação.

Se for aprovado o texto da Câmara, sem nenhuma alteração no mérito, as regras irão à sanção presidencial. Caso haja mudanças, o projeto terá de voltar à Câmara dos Deputados, que dará a palavra final.


Fonte: Notícias do Dia

Prefeitura de Florianópolis fecha ano com economia de R$ 70 milhões e garante 13º salário
Principal foco de pacotão aprovado em janeiro, funcionalismo público tem maiores cortes e vai receber salário de dezembro adiantado

Grande medo das administrações do país, diante de um ambiente de crise, o de não conseguir arcar com pagamentos de servidores não afetará a Prefeitura de Florianópolis. No início do ano, logo nos primeiros dias de administração, Gean Loureiro (PMDB) chegou a condenar o pagamento do décimo terceiro caso nada fosse feito.

Sede da prefeitura foi iluminada de rosa em apoio ao movimento - Marco Santiago/ND
Sede da prefeitura de Florianópolis - Marco Santiago/ND

Um pacote de austeridade foi aprovado às pressas na Câmara e o funcionalismo fez greve de 38 dias, a mais longa já registrada na cidade. Na última semana, o município apresentou um cronograma para pagamento do 13º salário e antecipação dos vencimentos de dezembro.

Gean assumiu a prefeitura com salários dos servidores atrasados e um ambiente de incertezas. O pacote de medidas, que tinha como alvo o funcionalismo, teve que ser revisado diante da pressão sindical, mesmo assim, segundo o secretário de Administração Everson Mendes, permitiu que o município alcançasse economia de R$ 70 milhões este, ano comparado com 2016.

Os principais cortes vêm da suspensão do PCCS (Plano de Cargos, Carreira e Salários) de servidores, dos pagamentos para funcionários em comissões especiais, das funções gratificadas e da redução no número de servidores comissionados. “Não foi milagre, é gestão pública. O pacote do início do ano era bem austero, mas conseguimos preservar bastante da proposta, cortamos na carne”, afirmou o secretário Everson Mendes.

Contratos foram revistos

Desde o início da gestão, o município vem contingenciando todas as pastas e fez a revisão de todos os contratos públicos, conforme o secretário Everson Mendes. Um exemplo disso são os contratos de locação de veículos e imóveis. Em 2016, a prefeitura tinha 98 carros alugados, este ano são 30 veículos, três vezes menos.

Também foram feitos remanejamentos de unidades da administração para prédios próprios ou com aluguéis mais baratos. Já a conta de celulares caiu de R$ 302 mil para R$ 93 mil.

O município também informou que obteve crescimento da receita e que fechará o ano gastando menos do que arrecada. O principal desafio agora é conseguir manter o custo de pessoal dentro dos limites legais.

A prefeitura ainda pleiteia reaver R$ 92 milhões depositados no Fundo de Previdência referentes à cota patronal de inativos entre 2012 e 2017. Segundo o município, esses valores não deveriam ter sido depositados e serão descontados do fundo que paga os aposentados do município.

Economias

Em 2016 município gastou R$ 5,6 milhões em comissões especiais. Em 2017 deve fechar o ano em R$ 500 mil.
As Funções Gratificadas caíram de R$ 4,8 milhões em 2016 para R$ 3,9 milhões neste ano.
Cargos comissionados, que custaram R$ 33 milhões em 2016 devem fechar o ano com um custo de até R$ 20 milhões.


R$ 70 milhões é o tamanho da economia com pessoal e custeio entre 2016 e 2017

Cronograma de salários

30 de novembro – 50% do 13º salário
4 de dezembro – salário de novembro
15 de dezembro – 50% restantes do 13º salário
20 de dezembro – salário de dezembro


Fonte: Notícias do Dia

Secretaria libera mais uma área para comercialização de ostras na Grande Florianópolis
No total, são quatro em Florianópolis e outras quatro em Palhoça; a informação foi confirmada nesta segunda-feira (30)

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca liberou mais um ponto na Grande Florianópolis, que estava interditado para a comercialização de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões em Santa Catarina devido à presença de toxina paralisante (PSP). No total, são quatro em Florianópolis e outras quatro em Palhoça.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (30), com a inclusão da Praia do Pontal. Com isso, totalizam oito áreas liberadas em Florianópolis e Palhoça. As áreas liberadas na Capital desde sexta-feira (27) ficam na região da Baía Sul - no Barro Vermelho, Freguesia do Ribeirão, Costeira do Ribeirão e Caieira da Barra do Sul. Já em Palhoça, além da praia citada, estão liberados na Enseada do Brito, Praia do Cedro e Barra do Aririú.

“Essas áreas nunca estiveram com problemas, mas estávamos monitorando para ver se iria mudar essa situação. Como a análise da última semana não apresentou problemas, liberamos a comercialização”, explicou o gerente de Pesca e Aquicultura, Sergio Winckler da Costa.

O gerente afirma que continua monitorando locais em todo o Litoral catarinense. “O que já tínhamos como positivo para a presença da toxina se confirmou, embora com uma diminuição da concentração dessas substâncias. Alguns lugares não apresentaram laudo positivo, como Santo Antônio de Lisboa, Cacupé e Sambaqui, mas como a Praia do Forte, em Florianópolis, fica próximo e apresentou, estamos aguardando novos resultados para ter mais segurança e, se for o caso, liberar essa área também”, disse.

O restante dos pontos continua com presença da toxina e devem permanecer interditados para comercialização. “Todos os dias, temos análises e resultados”, concluiu Sergio da Costa. A última análise foi realizada na sexta-feira (27).

Desde o dia 19 de outubro, a comercialização de moluscos estava proibida em todo o Litoral devido à toxina paralisante. A medida preventiva foi tomada após a detecção da substância na carne mexilhões no município de Porto Belo.


Fonte: Diário Catarinense

Quadra da orla da Beira-Mar Norte é irregular, diz SPU

Não é preciso esperar chegar o fim de semana, basta o sol se pôr, mesmo em dia útil, e a novidade da orla da avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, começa a ficar disputada por candidatos a jogar vôlei, futevôlei ou qualquer esporte que demande rede e areia. Inaugurada em outubro, a quadra feita como um anexo da avenida só tem um porém: a União, dona da área, não foi avisada pela prefeitura de Florianópolis da novidade. Em nota, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), órgão responsável pela gestão de áreas do governo federal, afirma que a obra é irregular e que fará uma vistoria no local.

Informada pela reportagem do DC sobre a construção da quadra da esportes, a SPU explicou que, apesar da área ser cedida ao Estado desde a década de 1970, é preciso ter autorização da União para uso do local. O único projeto da prefeitura de Florianópolis que está sob análise do órgão federal é de 2016, ainda na gestão do ex-prefeito Cesar Souza Jr. (PSD), que prevê a reurbanização da orla, mas sem a construção de quadras de areia. Por isso, a assessoria de imprensa do órgão afirma que a quadra é irregular:

"O projeto foi enviado pela administração anterior e não inclui a construção de quadras de esporte. Assim, essa edificação é irregular, pois não foi autorizada pela SPU. Diante disso, a SPU-SC fará uma vistoria no local para confirmar o fato e notificará a Prefeitura Municipal para apresentar sua defesa."

Até o fechamento da edição de terça-feira, a SPU não especificou quais tipos de sanções podem ser aplicadas e se a quadra pode acabar tendo que ser demolida.

Executivo municipal diz que órgãos dialogam

Questionada sobre a falta de permissão da União, a prefeitura afirmou, por meio de nota, que há um diálogo entre as partes envolvidas: "Todas essas medidas vêm sendo tomadas mediante diálogo entre os órgãos envolvidos, através de processo administrativo que tramita desde 2010 junto à SPU, compreendida a Certidão no 050/2010SPU; o Ofício no 645/CPSC-MB da Capitania dos Portos de Santa Catarina favorável ao projeto de revitalização; a Licença Ambiental de Instalação da Fatma, dentre outros."

De acordo com o executivo municipal, a obra contou com a doação de areia do Sapiens Parque e o restante do material custou cerca de R$ 20 mil e tem origem em verba de multas ambientais e compensações ambientais autorizadas pela Floram. A assessoria de imprensa diz, ainda, que a construção foi um pedido da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Juventude.

O Sapiens Parque confirmou a doação de cinco caminhões de areia, de jazidas autorizadas pela Fatma, e informou que a ação totalizou cerca de R$ 4 mil. Em nota, o Sapiens ainda esclarece que a doação foi um "pedido da prefeitura, prontamente atendido, já que o objetivo do próprio Sapiens Parque é atender à comunidade, principalmente por tratar-se de projeto que fomenta o esporte e a convivência com a cidade."

Legislação é subjetiva, afirmam especialistas

As quadras se inserem em um conjunto de obras recentes da prefeitura – como a reforma do Parque de Coqueiros, ao custo de R$ 220 mil – que estão sendo feitas com dinheiro de doações de empresas e multas da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), depositado no Fundo de Meio Ambiente Municipal (Funambiente), de acordo com a própria gestão. Para especialistas, no entanto, a subjetividade da legislação para o uso de verba de multas ambientais abre espaço para obras que pouco contribuem para o meio ambiente, como a troca de brinquedos em um parque de crianças.

Discussão sobre uso de dinheiro de multas

Dinheiro de multas ou compensações ambientais tem restrição de uso de acordo com as legislações federal, estadual e municipal. Mas apenas em alguns casos a lei exige que a verba seja usada, obrigatoriamente, em ações de manuteção de áreas de proteção ambiental, explica o promotor do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público de SC (MPSC), Paulo Locatelli:

— A legislação para multas muitas vezes é subjetiva. Por exemplo, ela prevê que o dinheiro de multas ambientais possa ser usado em obras de bem-estar e, dependendo da prefeitura, isso pode incluir trocar os brinquedos de um parque ou reformar uma pista de corrida. Já tivemos casos analisados no MPSC em que prefeituras levantaram muro com verba de multa ambiental.

A advogada Rode Martins, presidente da Comissão de Direito Ambiental da seção catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC), também avalia que a legislação é muito abrangente em relação à destinação do dinheiro.

— A legislação do Funambiente dá sim um rol taxativo de atividades para receber verba. Se o investimento se enquadrar em quaisquer dos incisos, está regular. Ocorre que alguns destes dispositivos são muito abertos ou subjetivos.


Fonte: Diário Catarinense

Governo reduz de R$ 969 para R$ 965 estimativa para o salário mínimo em 2018

O Ministério do Planejamento informou, nesta segunda-feira (30), que o governo federal diminuiu novamente a previsão para o salário mínimo de 2018. O valor, que estava projetado para ser R$ 969, caiu para R$ 965.

Para justificar o corte, o governo cita a expectativa de redução na inflação – para 2017, a equipe econômica revisou a estimativa de 3,7% para 3,5%. Já a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2018 passou de 4,2% para 4,3%, enquanto a estimativa para o índice de preços em 2017 caiu de 3,5% para 3,1%.

Essa é a segunda queda na estimativa para o salário mínimo de 2018 em pouco mais de dois meses. Em meados de agosto, a previsão baixou de R$ 979 para R$ 969.

Revisão do Orçamento

A informação sobre a mudança no valor do salário mínimo está presente na mensagem modificativa do Orçamento do próximo ano que será enviada ao Congresso. O informe destaca que o Planalto manteve em 2% a previsão de alta do PIB em 2018. Para 2017, a projeção de expansão da economia segue em 0,5%.

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018 também foi mantida em 4,2%, como já constava no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O governo também alterou a projeção para a Taxa Selic ao fim do próximo ano, de 8% para 7,25%. Para 2017, passou de 8,25% para 7,3%.

A taxa de câmbio média esperada para o próximo ano também foi revisada e caiu de R$ 3,38 para R$ 3,29. Para 2017, a taxa média de câmbio passou de R$ 3,25 para R$ 3,18.

O Planejamento também divulgou novas projeções para a alta da massa salarial nominal. Em 2018, a estimativa passou de 5,7% para 6,1%. Para 2017, a projeção subiu de 4,0% para 4,7%.

Dívida

A projeção do governo para a evolução da Dívida Bruta do Governo Geral em 2018 a levará a 78,5% do PIB ao fim do próximo ano. Em 2017, a equipe econômica espera que a dívida bruta encerre o ano em 75,7% do PIB. Para 2019, a estimativa do governo é de que a dívida bruta chegue a 80,3% do PIB, e suba menos, para 80,7% do PIB em 2020.

Já a projeção do Planejamento para a Dívida Líquida do Setor Público indica uma passagem de 52,2% do PIB em 2017 para 55,3% do PIB em 2018. A curva ascendente indicada pelo ministério ainda coloca a dívida líquida em 57,9% do PIB em 2019 e 59,1% do PIB em 2020.


Fonte: Diário Catarinense - Moacir Pereira

PMDB de Santa Catarina decide boicotar convenção nacional do partido

O PMDB catarinense vai boicotar a convenção nacional da sigla, que será realizada em Brasília no dia 7 de novembro. A decisão foi formalizada na reunião da executiva estadual, nesta segunda-feira, quando ficou acertada a orientação para que filiados e delegados do partido no Estado não participem do encontro. A principal definição da convenção será a mudança do nome da legenda, retomando a sigla MDB utilizada durante a maior parte do regime militar.

— Nós queremos a mudança dos nomes da executiva nacional, não só a mudança do nome do partido — afirmou o presidente estadual do PMDB, deputado federal Mauro Mariani.

O parlamentar surpreendeu na semana passada ao votar a favor da denúncia do Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB), mudando de posição em relação à primeira denúncia, quando votou pelo arquivamento.

— Muita coisa mudou entre uma denúncia e outra. Delações, apareceu aquele dinheiro todo no apartamento de um. Ficou insustentável — avalia.

Também participaram da reunião, os ex-governadores Paulo Afonso e Casildo Maldaner; o senador Dário Berger; a presidente do PMDB Mulher, deputadas Ada de Luca, os deputados Dirce Heiderscheidt, Luiz Fernando Cardoso Vampiro; o presidente da JPMDB, Roberto Souza Junior; o vice-prefeito de Brusque, Ari Vequi; o secretário da Administração, Milton Martini; o secretário da ADR de Balneário Camboriú, Edson Piriquito; entre outras lideranças.


Fonte: SPC Brasil

Inadimplência das empresas cresce 2,62% em setembro, a menor alta desde janeiro de 2011, aponta indicador do SPC Brasil e CNDL

Empresas do Sudeste e do ramo de serviços lideram o crescimento entre devedores. Do lado credor, houve recuo de -0,51% nas dívidas com serviços, que incluem bancos e financeiras

O número de empresas com contas em atraso e registradas nos cadastros de devedores cresceu 2,62% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado – trata-se da menor variação na base anual de comparação desde janeiro de 2011, ano de início da série histórica. Na passagem de agosto para setembro de 2017, sem ajuste sazonal, houve leve alta de 0,20%. Os dados foram calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

“A desaceleração do aumento da inadimplência de pessoas jurídicas ocorre mesmo em meio à crise econômica e reflete o ambiente de maior restrição ao crédito e menos propensão a investir”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Número de dívidas tem crescimento de 0,5% em setembro

Outro indicador também mensurado pelo SPC Brasil e pela CNDL é o de dívidas em atraso. Neste caso, o crescimento foi ainda menor que nos meses passados, com uma pequena alta de 0,50% na comparação anual. Seguindo a mesma tendência que o número de empresas devedoras, o resultado de setembro permanece em nível baixo em comparação à média histórica, representando a menor variação de toda a série do indicador. Na comparação mensal, na passagem de agosto para setembro, a variação positiva foi de 0,45%.

Sudeste lidera alta do número de empresas negativadas

Os dados regionais mostram que o Sudeste lidera o crescimento da inadimplência das empresas. Na comparação de setembro com o mesmo mês do ano anterior, o número de pessoas jurídicas negativadas na região cresceu 2,81%, a maior alta entre as regiões. Em seguida aparecem, na ordem, as regiões Nordeste, que registrou avanço de 2,17% na mesma base de comparação; Centro-oeste (2,09%), Norte (1,50%) e Sul (1,18%). Em todas as regiões pesquisadas houve desaceleração no crescimento de empresas inadimplentes.

Serviços lidera alta entre os setores devedores

Entre os segmentos devedores, as altas mais expressivas ficaram com os ramos de serviços (4,83%) e Indústria (1,32%), seguidos do comércio (1,05%). As empresas que atuam no ramo da agricultura apresentaram um recuo de -1,30% na quantidade de empresas negativadas.

Já o setor credor que apresentou o maior crescimento das dívidas de pessoas jurídicas – ou seja, para quem as empresas estão devendo – são as empresas do ramo da indústria (4,69%), seguidas do comércio (3,65%). O segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras, apresentou uma discreta queda de (-0,51%), que demonstra maior aperto na concessão de crédito. O segmento de agricultura registrou recuo mais intenso, de -22,88%.

Para a economista Marcela Kawauti, “a inadimplência cresceu muito nos momentos mais agudos da crise, e agora está limitada pelo cenário de crédito. Nos próximos meses, espera-se que a melhora da atividade econômica alivie a situação financeira das empresas, contribuindo para reduzir o fenômeno da inadimplência”.

Metodologia

O Indicador de Inadimplência das Empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.


Fonte: CNC

Confiança do comércio aumenta 0,3% em outubro

Icec: comerciantes de bens duráveis apontaram maior intenção de investir em estoques na comparação com outubro de 2016 (+5%)

Adicionar aos meus Itens O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 107,2 pontos no mês de outubro, acima da zona de indiferença (100 pontos). Após três meses de queda, o indicador teve alta de 0,3%, com ajuste sazonal, ante setembro e aumento de 10,3% na comparação com outubro do ano passado.
“O comércio está otimista com a perspectiva de melhor desempenho das vendas no fim deste ano do que nos dois anos anteriores. Além disso, a recuperação gradual da atividade econômica e do consumo das famílias impulsiona aos poucos as vendas do comércio”, avalia Izis Ferreira, economista da CNC.

Condições atuais melhores que em 2016

Apesar de o subíndice que mede a avaliação das condições correntes pelo comerciante ter apresentado leve queda de 0,6%, na série com ajuste sazonal, na comparação com outubro do ano passado o índice apresentou um importante aumento de 34,7%. Mesmo assim, continua na zona negativa (abaixo dos 100 pontos), com 77,3 pontos.

Na comparação anual, a avaliação dos varejistas melhorou em todos os itens (economia, setor e empresa), com destaque para a economia, com aumento de 48,3%. A percepção dos comerciantes sobre o desempenho do comércio e da própria empresa teve incremento de 35,6% e 25,9%, respectivamente.

Neste outubro, 32% dos comerciantes consideram o desempenho da economia melhor do que há um ano. No mesmo período de 2016, esse percentual era de 18,1% dos entrevistados.

Alta nas expectativas mesmo com o fim da liberação do FGTS inativo

O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio aumentou 0,3% em relação a setembro e 1,2% na comparação com outubro de 2016. Apesar do arrefecimento na evolução das expectativas dos comerciantes, o componente atingiu o mesmo nível do início de 2014 e segue sendo o único subíndice do Icec acima da zona de indiferença, com 150,3 pontos.

As perspectivas no curto prazo em relação ao desempenho do comércio e da própria empresa melhoraram relativamente em comparação com outubro de 2016 (+1,5% e +2,0%). Já as perspectivas quanto às evoluções da economia mantiveram-se praticamente estáveis (-0,2%).

Na avaliação de 80,7% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos seis meses à frente. Em setembro, esse percentual havia alcançado 78,4% e, em julho, 77%.

Entusiasmo para o Natal

Os preparativos para as festas de fim de ano mostram impacto positivo no subíndice que mede as intenções de investimento do comércio, que aumentaram 1,1% em outubro, com ajuste sazonal. Na comparação anual, o subíndice aumentou 9,7%, puxado por incrementos tanto na intenção de contratar quanto na de investir no próprio negócio e em estoques. A intenção de investimento nos estoques cresceu +3,9%, a maior taxa registrada na série histórica da variação no ano desde outubro de 2012. Na comparação mensal, com ajuste sazonal, também todos os índices apresentaram crescimento pela segunda vez consecutiva: funcionários (+1,3%), estoques (+1%) e investimentos na empresa (0,8%).

Para 27,8% dos comerciantes consultados em outubro, o nível dos estoques está acima do que esperavam vender, proporção menor do que a apontada em setembro (28,5%).

No corte por grupo de atividade, os comerciantes de bens duráveis apontaram maior intenção de investir em estoques na comparação com outubro do ano passado (+5%), seguido pelos lojistas de semiduráveis (+4,9%).

A CNC estima crescimento de 4,3% no volume de vendas do varejo no Natal de 2017, o primeiro aumento no período desde o Natal de 2014.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor, do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6.000 empresas situadas em todas as capitais do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.

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