Clipping - 28/08/2017

CDL de Florianópolis

Fonte: Diário Catarinense - Moacir Pereira


Fonte: Notícias do Dia - Janine Alves


Fonte: Tudo Sobre Floripa

Geral

Fonte: Notícias do Dia

Prefeitura de Florianópolis usa mão de obra prisional para manutenção da cidade

Executivo investe no cuidado em serviços básicos e oportuniza aos apenados o processo de reinserção social

A exemplo de muitas outras cidades Brasil, Florianópolis está utilizando mão de obra prisional, com objetivo de oportunizar trabalho e ressocializar os detentos do regime semiaberto do Complexo Prisional da Agronômica. A prefeitura deverá dispor, aos poucos, de até 50 presos para ajudar as intendências em roçagens e pinturas de faixas, bem como fazer limpezas de terrenos baldios e manutenções de prédios públicos, entre outros serviços.

Desde o início de agosto, sete apenados estão fazendo a manutenção do cemitério São Francisco de Assis e do canteiro de obras da Secretaria de Infraestrutura, ambos no Itacorubi. As atividades foram possibilitadas a partir de um termo de cooperação firmado entre a prefeitura e a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, ainda no primeiro semestre.

Os presos trabalham uniformizados, de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, e deslocam-se com um micro-ônibus da Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital). Dois funcionários da Secretaria de Infraestrutura estão responsáveis por acompanhá-los.

A escolha dos detentos é feita pela administração da penitenciária, que busca privilegiar quem tem bom comportamento. Segundo o gerente de execução penal da Penitenciária de Florianópolis, Carlos Novaes, estão nesta situação aqueles que ficam em alojamento reservado ao regime semiaberto, sendo que alguns têm autorização para saída temporária.

Conforme o prefeito Gean Loureiro (PMDB), o convênio traz economia para o município, já que substitui serviços terceirizados que trazem custos para a prefeitura. “Temos detentos especializados em diversas atividades, como marceneiros, eletricistas e pedreiros, o que nos permite, até mesmo, utilizá-los para pequenas manutenções em escolas e centros de saúde. O reforço de pessoal na área operacional é fundamental para a realização de serviços que precisam ser feitos em toda a cidade”, disse.


Fonte: Notícias do Dia

Burocracia é o maior entrave ao desenvolvimento do turismo, diz ministro Marx Beltrão

Ele encerrou na sexta-feira (25) um roteiro de dois dias no Estado e também defendeu a legalização dos cassinos e a abertura do capital das companhias aéreas para o aumento da competitividade do País.

Em dois dias em Santa Catarina o ministro do Turismo, Marx Beltrão, além de lançar uma campanha em favor do setor na região Sul, pode conhecer alguns dos principais atrativos do Estado. Mais do que isso, trouxe um novo ânimo aos empresários catarinenses, ao abraçar, publicamente, uma antiga agenda: a luta contra a burocracia. Para ele, o maior desafio do setor é vencer as legislações e as idas e vindas de documentos, que só atrasam os investimentos e os empregos que o País necessita.

Durante o Beto Carrero Meeting, nesta sexta-feira (25), em Penha, ele também garantiu ser favorável à liberação dos cassinos e à abertura do mercado do setor aéreo ao capital estrangeio. Tudo para ampliar a competitividade do País em relação aos concorrentes estrangeiros. O ministro ainda prometeu apoio ao setor náutico, para a chegada ao Brasil de mais navios de cruzeiros.

Entrevista - Marx Beltrão, ministro de Estado do Turismo

Qual o maior desafio do setor atualmente?
O principal é tirar a burocracia. Os empresários que investem precisam ter mais condição de trabalho. Para isso enviamos ao Congresso Nacional 118 alterações na Lei Geral do Turismo e pretendemos modernizar a legislação.

Qual a sua expectativa com a campanha “O Sul é meu destino”?
Nossa intenção é fazer o brasileiro conhecer um pouco mais do Brasil, para que viaje mais aqui e menos para os países lá fora. Fizemos uma pesquisa no mês passado e os brasileiros escolheram o Sul como destino. Lançando agora a campanha atrai mais os turistas que vem durante o verão e nossa perspectiva é chegar nesses 25% de participação da região Sul.

Além da burocracia, tem também o problema da sazonalidade, como desatar esse nó?
Uma das alternativas é o turismo de negócios. No Brasil, no último semestre, esse nicho cresceu 9%, injetando na economia nacional mais de R$ 5 bilhões. Santa Catarina não vai ficar de fora. O novo centro de convenções, em Balneário Camboríu já tem agenda até para 2020.

O senhor avalia que a legalização dos cassinos é uma alternativa para o setor?
Eu já declaro que sou favorável a liberação dos resorts de cassinos no Brasil. Não incentivo jogatinas, caça niqueis até em padarias, mas estabelecimentos renomados que manifestam interesse em investir no nosso País. Eu defendo a legalização, acho extremamente importante porque traz grandes empresas que incrementariam mais ainda o turismo e consequentemente a geração de empregos.

Na questão do transporte aéreo,há como o setor do turismo conquistar melhorias?
Hoje temos 20% de capital estrangeiro na aviação e queremos ampliar a 100%, para que outras empresas possam entrar no País e dar concorrência. Outro projeto é voltado ao imposto no querosene, que aumenta o custo da aviação civil. Tem limite de 12.5%. Com isso o preço na passagem fica 30% mais caro e com medidas simples vamos ajudar nessa questão e até reduzir os valores.

Como o governo pretende fazer para aproveitar o potencial naútico do País.
Temos ações para a Lei de Imigração e para o custo da praticagem e vamos tentar que os navios tenham uma economia de R$ 500 a R$ 600 mil cada. A perspectiva é ter em mais 5 anos outros 25 navios. Prova desse incentivo é Balneário Camboriú que nesta temporada recebe 20 navios. Ano que vem tem 32 já confirmados e com a mudança que vamos fazer deve chegar a 100 ou mais. Outro destaque é tentar uma mudança, junto ao Ministério da Educação, das férias escolares. Tentar parcelar essas férias em até três períodos no ano.


Fonte: Notícias do Dia

Câmara de Florianópolis gastou R$ 23,8 mil em selos entre janeiro e julho de 2017

Gasto representa 37% da verba de gabinete e é quase três vezes maior que a conta do celular funcional

Pode parecer curioso, mas os gastos de 11 vereadores da Câmara de Florianópolis com selos representam mais de um terço de tudo que os 23 gabinetes gastaram entre janeiro e julho deste ano. Em sete meses, foram R$ 23.865,39 com selos postais. A maioria informou que usa correspondências para enviar mensagens em datas especiais, informativos do gabinete e ações parlamentares. No mesmo período, o total da verba de gabinete usada pelos 23 parlamentares foi de R$ 63.952,84.

Entre os vereadores que mais gastam com selos estão Jeferson Backer (PSDB), Claudinei Marques (PRB), Roberto Katumi (PSD), Afrânio Boppré (PSOL) e Dinho (PMDB). O gabinete que mais comprou selos, do vereador Jeferson, empregou R$ 7,1 mil, o que representa 73% do gasto total do gabinete, que foi de R$ 9,5 mil. O segundo da lista, vereador Claudinei Marques, empregou 71% do gasto de gabinete em selos, R$ 5,7 mil dos R$ 8 mil utilizados até julho.

Por mês, cada gabinete tem direito a R$ 2,3 mil para gastos do mandato com telefone, cópias, diárias, selos, entre outros, e mais R$ 20 mil para pagamento de pessoal. Os selos são o maior gasto de quatro dos cinco gabinetes que gastaram mais de R$ 1 mil para envio de correspondências.

Custo de um gabinete por mês

R$ 11.546 - Salário do vereador

R$ 20 mil - Verba para contratação de pessoal

R$ 2,3 - Para gastos de gabinete (mat. expediente, telefone, selos, diárias, etc)

R$ 31.548,30 - Verba orçada mensalmente por gabinete. Com excessão dos gastos de gabinete, salário de vereadore e verba de pessoal são usadas na íntegra.

Enquanto os cinco gabinetes que mais usaram selos somam R$ 21,7 mil com esse item, em 18 gabinetes todo material de expediente, celular, cópias e selos somados não chegaram R$ 3 mil em sete meses.

Os dados levantados pela reportagem com base nas informações do sistema de gerenciamento dos gabinetes, que também são divulgados no site da Câmara, revelam ainda, por exemplo, que o gasto com selos nos 11 gabinetes da Câmara é quase o triplo da conta de celular de 14 gabinetes que usam telefone funcional. Pelo menos nove vereadores abriram mão dos celulares fornecidos pela Câmara e usam aparelhos pessoais. O telefone fixo continua sendo usado por todos os gabinetes.

Na outra ponta da lista, o vereador que menos gastou desde o início do ano, Renato Geske (PSOL), usou R$ 53 da verba dos R$ 2,3 mil mensais disponível. “Eu compro tudo com o meu salário, acho que ele serve para isso. O único gasto que tenho é com telefone fixo”, afirmou.

A reportagem ouviu os vereadores dos gabinetes que gastaram acima de R$ 1 mil em selos

Jeferson Backer (PSDB): R$ 7.100,00

“Eu não tinha nomeado ninguém do gabinete até março e já havia pedidos de selos. Mas usarei os selos para encaminhar informativos do mandato para minha região”, disse o vereador. Segundo o parlamentar os gastos com selos vão ser encerrados no próximo mês.

Claudinei Marques (PRB): R$ 5.750,00

“No começo do mandato eu mandei mil cartas para divulgar os projetos. Agora mandei imprimir cinco mil flyers mas não vou usar selos. Eu economizo, não uso o telefone da Câmara, por exemplo”, afirmou Claudinei.

Afrânio Boppré (PSOL): R$ 3.750,00

“Faço comunicação para expor a vida política interna da Câmara e apresentar nossas iniciativas parlamentares por meio de boletim impresso com regularidade. Esse montante não é gasto de uma só vez e serve para várias edições”, disse o vereador. A primeira compra de selos do gabinete do ano foi feita no mês de julho.

Roberto Katumi (PSD): R$ 3.450,00

“Como líder do governo o meu gabinete tem uma atividade acima do normal. Nós respondemos todos os ofícios, convites, e correspondências que chegam. Também usamos no fim do ano para mandar mensagens para nossos eleitores”, afirmou o vereador.

Dinho (PMDB): RS 1.725

“Os selos são referente as cartas que mandamos para nossa lista de contatos do gabinete com mensagens de aniversário, Natal e com informativos do gabinete. Eu não uso celular da Câmara, não gasto com xerox, somos um gabinete econômico”, informou o vereador.

*Os vereadores Tiago Silva e Celso Sandrini (suplente) se revezaram no gabinete desde o início da legislatura.


Fonte: Diário Catarinense

Cortes de verbas federais ameaçam a fiscalização do trabalho em Santa Catarina

Cortes no orçamento do governo federal têm afetado a fiscalização do trabalho em Santa Catarina. Em cinco anos, o valor disponibilizado para diárias de auditores caiu 74% no Estado – de R$ 764 mil, em 2012, para R$ 200 mil em 2016. Neste ano, a tesourada foi ainda maior, o que praticamente impossibilita inspeções em cidades do interior desde abril.

O contingenciamento afeta principalmente o combate aos trabalhos infantil e análogos à escravidão, crimes cometidos longe dos escritórios dos fiscais e que demandam recursos para deslocamento. Inspeções para avaliar a segurança de empresas também foram afetadas com a crise financeira.

De janeiro a agosto deste ano, foram transferidos R$ 123,4 mil para o Estado, segundo dados do Portal da Transparência do governo federal que mostram as despesas com Fiscalização de Obrigações Trabalhistas e Inspeção em Segurança e Saúde no Trabalho. As diárias de R$ 177 são usadas para gastos durante viagens, como hotel, transporte e alimentação. Por exemplo, há operações em que o auditor fica fora por cinco dias. Durante esse período, ele vai ganhar cerca de R$ 765 para pagar todos os custos – no primeiro dia de viagem, o servidor ganha meia diária.

Em 2015, o Estado era o sexto do país em número de crianças e adolescentes flagrados trabalhando, com 502 casos. No mesmo ano, 169 menores de 18 anos sofreram acidentes graves em cidades catarinenses, aumento de 77% em relação a 2014. No quadro geral de trabalhadores, Santa Catarina registrou 2,47 mil mortes entre 2005 e 2014, duas vítimas a cada três dias. Neste ano, já são 11,4 mil acidentes de janeiro a junho. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego.

– Todas as ações estavam sem recurso. Chegou ao ponto de não termos R$ 1 – diz o coordenador da superintendência catarinense, José Carlos Panatto Cardoso.

De acordo com ele, entre maio e junho, os fiscais não puderam sair das cidades onde estão lotados. Nesta semana, eles voltaram a ficar sem dinheiro para as viagens. O valor que ainda resta será usado somente para saídas de emergência. No Estado, são 52 servidores em ação fiscal espalhados por cinco gerências – Criciúma, Chapecó, Blumenau, Joinville e Lages – e na sede da superintendência em Florianópolis. O coordenador confirma os dados disponibilizados pelo Portal Transparência.

A crise financeira, porém, não resulta em menos autuações. Panatto explica que, por não poder viajar para outras cidades, a fiscalização concentra-se no sistema eletrônico, que aponta irregularidades como falta de pagamento de fundo de garantia, pontos irregulares ou atraso de salários. Neste ano, já foram 5,9 mil multas aplicadas no Estado. Porém, denúncias mais graves passam longe dos olhos da fiscalização.

– A segurança do trabalho também foi muito afetada, porque só indo até a empresa para fiscalizar – acrescenta o coordenador.

No início de agosto, a União prometeu liberar mais recursos para estancar a crise no setor, mas os valores não foram revelados. A sinalização do governo federal é uma resposta para a ameaça do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) de parar a atividade neste mês.

Segundo o presidente da entidade, Carlos Fernando da Silva Filho, o corte ocorreu no país todo, principalmente na Secretaria de Inspeção do Trabalho, que, segundo ele, teve um corte de 70% no orçamento.

– É uma conduta arbitrária que descumpre a convenção número 81 da Organização Internacional do Trabalho, que estabelece como obrigação do país oferecer as condições para a fiscalização – diz.

Em nota, o Ministério do Trabalho informa que não vai suspender as ações de fiscalização dos trabalhos escravo e infantil. "Desde o contingenciamento de verbas determinado pelo governo federal, a pasta vem fazendo gestões para readequar os recursos orçamentários de forma a impactar o menos possível áreas de atuação prioritárias, como a fiscalização e serviços ao trabalhador".

O ministério esclarece ainda que tem buscado o aperfeiçoamento das ações de fiscalização, de modo a obter maior eficiência nas atividades desenvolvidas.

"O sucateamento gera prejuízos irreparáveis", afirma procurador

Além do trabalho infantil e escravo, a superintendência catarinense se concentra em fiscalizar jornadas de trabalho, segurança de empresas, descumprimento das normas regulamentadoras (NRs) e atividades na área rural. O procurador do trabalho Sandro Sardá afirma que os cortes que ocorrem na pasta geram um efeito cascata e precariza toda a inspeção.

– Nos últimos anos, o Estado optou por não aparelhar o Ministério do Trabalho. O sucateamento absoluto vem gerando prejuízos irreparáveis no trabalho escravo, infantil e na precarização das atividades – critica.

Os fiscais também atendem a solicitações de procuradores para apurar irregularidades em empresas que respondem a ação. Com os cortes, também aumenta a fila no Ministério Público.

– Com a fiscalização, já há um quadro de precarização no país. Sem ela, fica mais complicado – acrescenta Sardá.


Fonte: Diário Catarinense - Rafael Martini

É momento de definir prioridades, diz secretário da Fazenda sobre situação econômica de SC

Desde que a crise econômica bateu com força no país, há quatro anos, o governo de Santa Catarina faz questão de ostentar a marca do Estado que iria sair ileso da recessão. O agravamento das condições, no entanto, exigiu mudanças internas e controle rígido. Mesmo que os sinais da economia sejam de reação, a situação ainda está longe do ideal, o que levou a Secretaria da Fazenda de SC a reunir os secretários recentemente para pedir a definição de prioridades.

Investimentos com recursos próprios estão descartados. Só sai dinheiro do Tesouro em caso de emergência. Novas contratações, somente as prometidas pelo governo Raimundo Colombo, em segurança a educação, que junto com a saúde são os destinos prioritários de recursos. Esta última área, inclusive, deve receber os maiores valores de novas fontes de valores, como doações de empresas voluntárias.

Em entrevista ao Visor, o Secretário da Fazenda de SC, Almir Gorges, descarta que a situação seja de caos. Mas diz que é preciso controle para evitar uma situação mais complicada. Além disso, segundo ele, as informações internas apontam para falhas de gestão na secretaria de Saúde como um dos motivos para a crise na pata.

Entrevista:

"É momento de definir prioridades"

Em recente reunião com o secretários o senhor falou sobre a situação econômica de Santa Catarina. Qual é o quadro atual?

Se olhar o quadro atual do Brasil, em que a recessão econômica a partir de 2013 diminuiu a atividade econômica sensivelmente, vamos ver que a receita do Estado hoje em 2017 em termos reais é menor que em 2013. E os compromissos públicos sobem, quer queira ou não. A folha de pagamento tem crescimento vegetativo, as demandas sociais aumentaram já que as pessoas passaram a demandar saúde e educação públicas porque antes, possivelmente, muita gente usava a privada. Então, os compromissos do Estado aumentaram e a receita continua a mesma. Nesse quadro, manter a folha em dia, como o Estado vem mantendo, e o pagamento da dívida em dia, como vem mantendo, que é obrigado a manter em dia sob pena de sequestro e de não repasse de valores federais, então Santa Catarina é um dos melhores Estados do Brasil, porque a maioria não consegue fazer isso. Então você imagina não cumprir a folha com um dado só: os funcionários do Estado tem empréstimos de R$ 3,4 bilhões consignados em suas folhas. Então se não pagar a folha seria um caos. Se olharmos hospitais, medicamentos, Justiça e Cidadania, onde há atrasos de fornecedores, estamos na vala comum da crise, estamos sofrendo os feitos da crise, porque a receita não supriu o aumento da demanda. Se o Estado de Santa Catarina fosse uma empresa colocada na Bolsa de Valores, seria uma atrativo espetacular. Porque se tivéssemos um R$ 1 bilhão zeraríamos os fornecedores e a folha e estaríamos numa situação espetacular. Bastaria vender um ativo, dos vários ativos que o Estado tem, para resolver essa questão. Mas o caixa do dia não permite nesse momento fazer mais obras, reformas, é um estágio que precisa esperar a retomada da economia para voltar a investir e fazer obras, a não ser que sejam obras de empréstimos, desse gênero.

Nesse caso estão as obras do Pacto Por Santa Catarina, por exemplo?

Sim, as obras do Pacto, enquanto tiver obras, ou se vier dinheiro novo. Aí é outra questão, pensamento de gestor. Um gestor que se deprimisse junto à economia, ele levaria a sociedade ao desânimo, a não comprar mais automóvel e geladeira e a arrecadação cairia mais ainda. E o que ele fez? Foi movimentar a economia, foi movimentar o interior com obras para que o reflexo da crise fosse menor em SC. E ele foi menor, os números do desemprego refletem isso.

Nesse momento o Estado tem condições de pagar a folha e a dívida, mas com a situação atual ficará mais difícil de honrar os pagamentos?

Não. Nesse sentido a condição de Santa Catarina é equilibrada. Não há risco em relação à folha, o que acontece é que a angústia da gente é de não ter mais recursos para colocar na saúde, a gente gostaria de ter mais, mas não existe quadro de desquilíbrio ou caos. Você não pode é querer uma ilha de prosperidade total no meio de um oceano de caos, que é o que acontece no Brasil. Mas a situação de Santa Catarina no ponto de vista econômico é equilibrada.

Temos concursos em andamento da segurança pública e educação, além de outros nessas áreas prometidos pelo governador. O Estado terá capacidade para efetiva essas contratações?

São questões assim que foram assunto da reunião com secretários. Existe necessidade e isso vem da própria opinião pública de maior segurança. E a maior segurança, normalmente se acostumou, é com mais efetivo, então existe essa necessidade. O governo tem feito um esforço de economizar em outras áreas para aumentar em segurança e colocar na saúde. Agora chega o momento, e essa era a razão da reunião, que você precisa dar uma parada mesmo que haja necessidade. Vou exemplificar: se a casa da gente tiver precisando de reforma e tiver na casa alguém desempregado e a receita cair, a gente espera para fazer a reforma. Mas no poder público a consciência da sociedade em geral é que tem que se dar um jeito, não importa de onde vem o dinheiro. É essa consciência coletiva do ilógico que precisa ser mudada. Mas isso não é situação de caos.

As novas contratações, então, estão descartadas?

Aquilo que o governador prometeu será cumprido. Porque, no geral, não significa uma coisa de alta representatividade no percentual total. Aquilo que ele prometeu será mantido e efetuado. A reunião foi para prevenir para frente. Para que na frente se a crise continuar a gente não seja pego desprevenido.

Qualquer investimento do Estado não pode ser com recursos próprios?

Sempre tem alguns investimentos que cabem com recursos próprios. A situação não é de dizer caixa sem nada, sempre é possível alguma coisa. Mas essa é a hora de prevenir, de se precaver.

Em quanto foi a queda e qual é a necessidade de investimentos?

O poder público em geral está maior do que a receita. Nos municípios, no outros Estados e na União é possível checar isso. O governador Raimundo Colombo tem duas ações para que o futuro seja diferente, que são de estadista. Primeiro: ele não aumentou impostos. Porque as indústrias de SC, que na sua maioria vendem quase a totalidade para fora de SC, não teriam preços para competir com empresas do RS e PR para vender para SP, por exemplo. Quase todos os Estados do Brasil aumentaram impostos. A segunda ação de uma profundidade muito grande é o programa Estado na Medida. Está se mensurando cientificamente a força de trabalho necessária, porque o gestor acha que precisa mais gente, e é uma convicção pessoal. Quando terminar esse programa, em outubro do ano que vem, o governo poderá mandar para Alesc o tamanho do Estado para frente e vai haver uma diminuição drástica no tamanho do Estado. O Estado hoje, do tamanho que ele está, precisaria de R$ 1 bilhão novo por ano a mais. Em 2005 o Estado repassava para os poderes e Udesc 11%, hoje repassa 22%. Eles precisam desse dinheiro, mas o Executivo ficou com uma conta, que a diferença em 2017 significa R$ 1,5 bilhão. A questão é de reestruturar todo o poder público.

Esse tema é deve ser foco das próximas eleições?

Mas não tenho dúvida que esse é o caminho. O que não se pode fazer é colocar tudo nessa conta. Existe outro problema nosso e que está sendo resolvido que é o déficit previdenciário. O governo aumentou a alíquota de 11% pra 14%. A União está tentando fazer isso agora, SC já fez. Mas pelo acumular dos anos, SC tem déficit grandioso. Mas não se pode jogar a conta do funcionários públicos como problema, precisa de reestruturação e isso com certeza será debate no ano eleitoral.

Com o financiamento do Pacto Por Santa Catarina, como isso pesará para o pagamento da dívida do governo?

Essa é uma outra discussão que não tem sido contextualizada com justiça. O governador Colombo recebeu o governo em 2011 com uma dívida pública de R$ 11,8 bilhões. Durante a gestão dele, ele pagou R$ 12,1 bilhões em dívidas. E em 2010 ninguém disse que ele saberia que receberia como se diz agora. Ele vai entregar com R$ 18 bilhões a R$ 19 bilhões. E veja bem, ele pegou R$ 8,4 bilhões que giraram a economia do Estado, que geraram logística para a economia se manter. Então o quadro de economia para frente basta a enconomia dar uma melhorada para frente que se encaixa tranquilamente.

Esse valor do Pacto não vai pesar para o próximo governo?

Não vai pesar mais do que pesou para o governo atual. Se a economia crescer, ficará até menor. O percentual de comprometimento da receita diminuiu sensivelmente no governo Colombo.

O senhor trabalhava na Secretaria da Fazenda antes de a Secretaria de Saúde enfrentar os atuais problemas. O que ocorreu foi apenas efeito da crise e da judicialização ou também teve problemas de gestão?

Tenho ouvido comentários de que teria havido problemas de gestão na escolha de prioridades. Porque trabalhei como adjunto na secretaria da Fazenda, mas estava afeto à área tributária, e não a essa área. Tenho ouvido comentários de que houve escolhas erradas de prioridades.

Com a crise atingindo mais algumas área, a situação da saúde vai piorar?

O quadro da saúde vai melhorar porque todos os recursos novos estamos procurando priorizar a saúde. Temos na assembleia uma programa de recuperação fiscal, o que entrar de dinheiro adicional vamos priorizar a saúde. Então todos os programas para trazer recurso adicional a saúde terá prioridade. Como a arrecadação direta começa a aumentar, então a saúde terá cota maior. A perspectiva para saúde não é zerar pendências, mas de gradativamente ir melhorando sensivelmente.

Como o senhor vê o quadro geral neste um ano e quatro meses de governo Colombo que ainda resta?

A folha é prioridade, a dívida é obrigatória. Aí vem saúde, segurança e educação. A prioridade é manter os serviços que afetam mais a população num nível pelo menos satisfatório e aguardar a melhoria da ecnomia em relação a qualquer tipo de investimento. Uma reforma e uma obra nova são investimentos. Então aquilo que depende de recurso direto do tesouro, é aguardar a ecnomia responder melhor e não colocar em risco essas necessidade fundamentais à população. Questão é só de prevenção, não é de caos. Esse semestre será terminado tranquilo. A reunião (com os secretários) foi para que em 2018 não se tenha que matar um leão a cada momento. Porque é um ano eleitoral, a maioria dos gestores são políticos e não podem sofrer sanções de gastos maior do que a receita.

Se o Estado precisar fazer investimento próprio, tem como?

Se for de emergência conseguiria. A questão é de escolhas agora. Esse é o quadro, não é de caos. É um momento de escolhas. De definir prioridades, como todos fazem nas suas casas. Isso não significa desespero e situação de caos.

E se a economia não melhorar?

Então o Estado precisa adotar o que manda a Lei de Responsabilidade Fiscal, que é trabalhar em cima da folha, não contratar mais ninguém, não conceder aumento de salários mais que a inflação e retardar obras e investimentos. A receita está dando sinais claros de melhora, a perspectiva é muito boa. Quando a receita começa a melhorar não se pode esperar que no mês seguinte não se tenha mais problema de medicamento. Acreditamos que a receita tenha crescimento nominal superior a 10%, então teremos 5% a 6% real no ano.


Fonte: EconomiaSC

Expectativa do Comércio recua em agosto

“O comércio está em compasso de espera por novas notícias que deem mais segurança com relação à sustentabilidade da recuperação econômica”, avalia Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE

Apesar dos últimos resultados negativos, há pontos positivos no conjunto de informações da edição de agosto da Sondagem do Comércio. Foto: Divulgação
Apesar dos últimos resultados negativos, há pontos positivos no conjunto de informações da edição de agosto da Sondagem do Comércio. Foto: Divulgação
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,0 ponto em agosto, ao passar de 83,4 para 82,4 pontos, o menor nível desde janeiro passado. Com isso, o indicador de média móvel trimestral recuou pelo segundo mês seguido em 2,1 pontos.

“Enquanto na indústria a crise política deflagrada em maio parece coisa do passado, entre consumidores e no comércio o efeito do aumento da incerteza ainda causa preocupação e afeta a confiança. O resultado de agosto mostra que o ritmo da economia ainda é lento e que, passado o período de liberação de recursos de contas inativas do FGTS, o comércio está em compasso de espera por novas notícias que deem mais segurança com relação à sustentabilidade da recuperação econômica”, avalia Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

A queda do ICOM em agosto ocorreu em 9 dos 13 segmentos pesquisados e foi determinada por pioras tanto das expectativas quanto das avaliações sobre a situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 1,8 ponto, para 77,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) cedeu 0,3 ponto, para 88,1 pontos.

Fatores limitativos à melhora dos negócios: menos citações à demanda insuficiente

Apesar dos últimos resultados negativos, há pontos positivos no conjunto de informações da edição de agosto da Sondagem do Comércio. No quesito sobre fatores limitativos para melhora dos negócios, por exemplo, o fator não há impedimentos voltou a subir, de 15,7% para 18,6%. Outro ponto positivo foi a redução das menções à demanda insuficiente como fator limitativo: em agosto este fator foi citado por 33,5% das empresas, o menor valor desde fevereiro de 2015 (30,5%). Apesar da melhora pontual, esses fatores continuam em níveis historicamente desfavoráveis.


Fonte: AdjoriSC

Consumidores começam a sentir efeitos da redução de juros

Mesmo com o custo financeiro ainda alto no país, expectativa é de que inadimplência caia nos próximos meses

Dados divulgados pelo Banco Central (BC) mostram que a taxa de juros do rotativo regular, aquele que é cobrado de quem paga ao menos o valor mínimo da fatura, voltou a cair no último mês, passando de 230,2% para 223,8% entre junho e julho. No trimestre e no ano, as reduções são ainda maiores, de 104,2 pontos percentuais e 241,8 pontos percentuais, respectivamente.

Por outro lado, a taxa cobrada de quem paga a fatura atrasada ou não paga nem o mínimo subiu 39,3 pontos percentuais na passagem de junho para julho, saltando de 464,7% para 504,0%. No trimestre, essa taxa também apresentou alta - nesse caso, de 8,0 pontos percentuais.

Na avaliação do presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Roque Pellizzaro Junior, a queda na taxa do rotativo regular é um sinal de que o consumidor já começa a sentir os efeitos práticos da aproximação do fim da crise econômica, o que diminui o risco de inadimplência, em especial daqueles que já mostram disposição a pagar acertando o valor mínimo. A isso se soma a queda da taxa Selic e as novas regras do cartão de crédito fixadas pelo Banco Central, que passaram a vigorar em abril deste ano.

"Dadas as diferenças entre as taxas de juros, o consumidor que não tem o valor total para pagar a fatura integralmente deve se esforçar para ao menos pagar o valor mínimo. As taxas de juros ainda são muito elevadas, mas correspondem a menos da metade das taxas de quem atrasa toda a fatura", orienta Pellizzaro Junior.


Fonte: SPC Brasil

Apenas 21% dos brasileiros guardaram parte da renda em junho, revela indicador do SPC Brasil e CNDL

23% dos poupadores guardam dinheiro na própria casa e dentre os que não poupam, 46% justificam ganharem pouco. Medo do imprevisto é principal motivação para quem faz reserva financeira

Ainda sob os efeitos da crise econômica, poucos brasileiros estão conseguindo formar uma poupança para imprevistos ou realizar um sonho de consumo. Segundo dados apurados pelo Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apenas dois em cada dez (21%) consumidores puderam guardar parte de seus rendimentos no último mês de junho. Em maio, o índice de poupadores estava em 17%. A maioria (72%) dos consumidores não conseguiu guardar qualquer quantia, enquanto 7% não souberam ou não quiserem responder.

A abertura do indicador por faixa de renda revela que, nas classes C, D e E, há uma proporção ainda maior de consumidores que deixaram de poupar em junho. Oito em cada dez (77%) pessoas que se enquadram nessa faixa de rendimento não conseguiram poupar ao menos parte de seus rendimentos mensais. Já nas classes A e B, o percentual de não-poupadores cai para 53% da amostra, mas ainda assim é considerado elevado pelos especialistas do SPC Brasil.

Entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo, 46% justificam uma renda muito baixa, o que inviabiliza ter sobras no fim do mês. Outros 18% disseram não ter renda e 13% foram surpreendidos por algum imprevisto financeiro. Há ainda 12% de consumidores que admitiram ter perdido o controle e a disciplina sobre os próprios gasto.

Outro dado é que 45% dos brasileiros que possuem reserva financeira tiveram de sacar ao menos parte desses recursos no último mês, sendo que para 11% a necessidade foi ter de pagar alguma dívida, 10% para despesas extras e outros 10% para despesas básicas da casa.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a boa prática mostra que o hábito de poupar dinheiro não deve se reduzir as sobras eventuais do orçamento, mas um costume a ser exercitado com regularidade. “A poupança deve ser encarada como um compromisso de todos os meses. Se o consumidor deixa para guardar só o que sobra, ele pode ceder à tentação de transformar o que deveria ser uma reserva financeira em consumo, ficando sujeito a eventuais imprevistos ou inviabilizando a realização de sonhos de consumo”, diz a economista. De forma geral, apenas 32% dos brasileiros têm o hábito regular de guardar dinheiro, sendo que somente 5% reservam sempre o mesmo valor e 27% guardam apenas o que sobra no fim do mês.

23% dos poupadores guardam dinheiro na própria casa; apenas 16% guardam dinheiro pensando na aposentadoria

A pesquisa mostra que proteger-se contra imprevistos é o principal propósito dos brasileiros que conseguiram guardar parte da renda no mês de junho. Quatro em cada dez poupadores (38%) reservaram parte de seus rendimentos para lidar com situação eventual de doenças, morte e problemas diversos. Outros objetivos são garantir um futuro melhor para os familiares (31%), enfrentar uma possível demissão (24%), realizar uma viagem (21%) e concretizar um sonho de consumo (21%). Apenas 16% guardaram dinheiro pensando na aposentadoria.

Um dado que demonstra a falta de conhecimento do brasileiro quanto as opções de investimento é que 23% dos poupadores guardam dinheiro na própria casa, escolha arriscada por questões de segurança e nula do ponto de vista dos rendimentos. A primeira opção é tradicional caderneta de poupança, escolhida por 58% das pessoas que juntaram algum dinheiro no mês de junho. Os fundos de investimento foram citados por 10% desses brasileiros, a previdência privada por 8%. O tesouro direto e os CDBs são utilizados por 7% e 5%, respectivamente dos poupadores.

Para os especialistas do SPC Brasil, a preferência majoritária pela poupança ou por guardar dinheiro em casa comprova que, mesmo entre aqueles que possuem reserva financeira, não há muita familiaridade com aplicações mais rentáveis e adequadas para os objetivos que se tem em mente. “Se a reserva visa a um objetivo de curto prazo, a poupança é melhor do que manter o dinheiro em casa. Por mais que o rendimento não seja tão alto, é maior do que zero. Agora, se os objetivos são para médio ou longo prazo, é fundamental pensar em aplicações mais rentáveis, ainda que com menos liquidez”, explica o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Metodologia

O objetivo da sondagem é acompanhar, mês a mês, a formação de reserva financeira do brasileiro, destacando a quantidade daqueles que tiveram condições de poupar ao longo dos meses. O indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

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