Clipping - 26/10/2017

CDL de Florianópolis

Ric Record: Balanço Geral
Pauta: Moradores em situação de rua
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Ric Record: Balanço Geral
Pauta: Beac Clubs
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Geral

Fonte: Notícias do Dia

Decisão sobre beach clubs gera incerteza sobre retirada dos deques, diz Habitasul

Carlos Leite acredita que a decisão do TRF-4 restabeleceu a segurança jurídica; diretor destaca a recuperação ambiental com o plantio de mudas nativas na área de marinha

Para o diretor Carlos Leite, do Grupo Habitasul, a decisão da 3ª turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) de manter as construções de alvenaria dos cinco beach clubs de Jurerê Internacional, em Florianópolis, restabeleceu a segurança jurídica. Ele também aguarda a publicação do acórdão para esclarecer algumas dúvidas. Entre os questionamentos está a incerteza sobre a retirada das estruturas dos deques de madeira, que foram construídos sobre as pedras portuguesas e, segundo o diretor, não provocam nenhum dano ambiental.

Leite ressalta de que os beach clubs são postos de praia com uma nova roupagem. “A mudança de uso e costumes da sociedade provocou a necessidade de postos de praia que atendam os usuários durante o dia inteiro. Há algumas décadas, não havia o hábito de passar o dia na praia. As pessoas voltavam para casa para almoçar, por exemplo. Os beach clubs são um misto de restaurantes, com equipamentos de praia e música”, definiu.

A sentença do TRF-4 determinou a retirada das construções complementares após o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado com o MPF (Ministério Público Federal) em 2005. O diretor não sabe se haverá a necessidade de retirar os deques e as 19 passarelas construídas sobre a restinga nos dois quilômetros de praia. As imagens da vegetação das décadas passadas em comparação com o cenário atual demonstram a recuperação ambiental da área.

O diretor da Habitasul afirmou que os empreendimentos cumprem a legislação e, por isso, todos têm alvará de funcionamento. “Ainda não sabemos o que é preciso desmontar. As passarelas foram construídas para garantir o acesso à praia e preservar a restinga, onde fizemos o reflorestamento com mudas nativas, e funciona assim em todo o mundo. Estamos aguardando a publicação da sentença para ter essa definição”, disse.

O grupo Habitacional é proprietário dos imóveis e afirma ter cumprido todas as normas estabelecidas a época para a construção do bairro planejado.

Prefeito comemora o meio termo satisfatório

O prefeito Gean Loureiro (PMDB), que defende o desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental, comemorou a decisão do TRF-4. Com a manutenção das estruturas, os réveillons mais procurados do Sul do Brasil devem ocorrer normalmente. Assim, a manutenção dos empregos de dezenas de trabalhadores está mantida e o turista é quem ganha com mais essa atração.

"Na posição de prefeito da cidade, creio que a decisão foi a mais sensata em prol de Florianópolis. Chegou-se a um meio termo satisfatório, impedindo a demolição de equipamentos turísticos importantes para o desenvolvimento da Capital", comentou.

Antes do julgamento do recurso do mérito pelo TRF-4, uma comissão com representantes de entidades que compõem o Fortur (Fórum de Turismo de Florianópolis) esteve em Porto Alegre (RS) conversando com os desembargadores. Segundo a ex-secretária de Turismo da Capital e conselheira do FloripAmanhã Zena Becker, foi a vitória de uma batalha na guerra contra a insegurança jurídica na Ilha. “Sabíamos que dificilmente sairíamos sem nenhum prejuízo, mas o importante é a manutenção desses espaços que atendem os banhistas, turistas e moradores. Estamos um pouco indignados pelas multas, que crucificam os empresários que geram emprego e renda”, observou.

CDL e Acif divulgam notas sobre a sentença

Acif – “A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis entende que a decisão do TRF-4 é acertada por garantir que as estruturas sigam em operação. Ao mesmo tempo, ao aplicar sanções excessivas aos empreendedores, não afasta da cidade por completo a sombra da insegurança jurídica, elemento de instabilidade que por certo inibe novos investimentos no município.

Os clubes de praia são estruturas já consolidadas, que contribuíram para colocar Florianópolis no cenário internacional do turismo e que atraem antigos e novos visitantes à capital catarinense todos os anos. Essas conquistas exigiram trabalho e muito investimento, esforço que agora, depois de anos de atividades, é punido com sanções pesadíssimas e a retirada de parte das estruturas dos clubes.

A decisão dessa terça-feira deve servir de ponto de partida para a discussão da cidade que queremos. Florianópolis seguirá crescendo, receberá novos moradores e precisa debater de forma sensata, sem radicalismos, os rumos de seu desenvolvimento. É simplesmente inadmissível que pequenos grupos de pressão coloquem em risco projetos essenciais para que esse crescimento ocorra de forma organizada, com geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico e social para toda a cidade.”

CDL – “A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis comemora com a decisão sobre processo demolitório dos beach clubs localizados na Orla da Capital. Para a entidade e todos os seus associados, a decisão dos desembargadores Marga Barth, Vânia Hack de Almeida e Rogério Favreto, em Porto alegre (RS), usaram de uma razoabilidade para definir que os empreendimentos irão permanecer desde que estejam nas dimensões originais no Termo de Ajuste de Conduta (TAC) da época de 2005.

A entidade respira aliviada por ter havido entendimento dos fatos apresentados no processo e de que vários conteúdos anexados nos autos foram levados em consideração na decisão do mérito. Com esta determinação, a sociedade de Florianópolis ganhou muito com a permanência dos beach clubs em Jurerê Internacional, o que aumenta as esperanças sobre a segurança jurídica para o desenvolvimento sustentável de Florianópolis.

A CDL da Capital representa mais de quatro mil empresas associadas responsáveis pela geração de centenas de milhares de empregos. A entidade sempre se posicionará contrária a qualquer ato que prejudique direta ou indiretamente o setor produtivo de Florianópolis, que em última análise sustenta o desenvolvimento social e a preservação ambiental.”


Fonte: Notícias do Dia

Maia diz que Reforma da Previdência precisa ser enxugada para passar

O presidente da Câmara disse que a Casa voltará a discutir a reforma a partir de novembro

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, disse na noite desta quarta-feira (25) que a Casa voltará a discutir a Reforma da Previdência a partir de novembro. A pauta deve retornar ao centro do debate após os deputados rejeitarem o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o presidente da República, Michel Temer, e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). Foram 251 votos contrários à autorização para investigação, 233 votos favoráveis e duas abstenções.

Na avaliação de Maia, para que seja aprovada, a Reforma da Previdência precisará ser enxugada e focada em aspectos considerados essenciais para “acabar com a maior transferência de renda do mundo de pobres para ricos”. Ele destacou a fixação da idade mínima e as regras para servidores públicos.

“É óbvio que um sistema onde 7 milhões [de pessoas] representam um déficit de R$ 150 bilhões por ano e um número de quase 30 milhões de pessoas representam um valor do déficit igual, tem coisa muito errada. A gente tem que priorizar a idade mínima, precisa priorizar a reforma [da aposentadoria] do serviço público e convencer a sociedade e os parlamentares de que essa não é uma pauta contra o Brasil, contra os brasileiros”, afirmou.

O retorno do assunto à pauta de discussões no Congresso também foi mencionado pelo ministro Eliseu Padilha, ao sair de jantar promovido pelo deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) na terça (24).

Segundo Maia, o processo de análise da denúncia contra Temer na Câmara intensificou o desgaste do presidente com deputados de partidos aliados ao governo. No entanto, ele avalia que Temer saberá reconstruir sua base aliada na Casa.

“O presidente é um homem experiente, que viveu, talvez, o momento mais difícil da história política dele. Certamente, agora, vai refletir e vai avaliar quais são as melhores condições para que ele possa reestabelecer uma base para aprovar projetos de interesse do governo”, disse. “A gente não pode negar que o presidente, apesar de ter tido uma perda na sua base, ele teve dois resultados que foram melhores do que a expectativa de todos nós na hora que os deputados votaram. Então, tem que se respeitar isso”, completou.

Apesar de ter afastado a investigação por 251 votos, a expectativa do Planalto era de registrar entre 260 e 270 votos. Em agosto, a Câmara afastou a primeira denúncia contra Temer por 263 votos favoráveis e 227 contrários. Embora não sinalize a garantia de votações, o placar registrado nesta noite é menor do que o necessário para aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que requer 308 votos, o correspondente a três quintos dos deputados. Atualmente, a Reforma da Previdência é discutida na Casa por meio de PEC 287/16, de relatoria do deputado Arthur Maia (PPS-BA).

Maia destacou que também deverão entrar na pauta do plenário projetos como a regulamentação dos planos de saúde, a Reforma Tributária e dispositivos na área de petróleo e gás, além de projetos que tratam de segurança pública.

Denúncia rejeitada

Com a rejeição da denúncia, caberá ao presidente da Câmara comunicar à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, a decisão da Casa. Foram 486 votantes e 25 ausentes.

O parecer votado hoje foi apresentado pelo deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que recomendou a inadmissibilidade da autorização da Câmara para que STF iniciasse as investigações contra o presidente e os ministros. O parecer já tinha sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 39 votos a 26, além de uma abstenção.

No dia 14 de setembro, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao STF a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Em junho, Janot já havia denunciado o presidente pelo crime de corrupção passiva.

Desta vez, Temer foi acusado de liderar uma organização criminosa desde maio de 2016 até 2017. De acordo com a denúncia, o presidente e outros membros do PMDB teriam praticado ações ilícitas em troca de propina, por meio da utilização de diversos órgãos públicos.

Além de Temer, foram acusados de participar da organização os integrantes do chamado “PMDB da Câmara”: Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Rocha Loures, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Todos os denunciados negam as acusações.

Com o resultado de hoje, o processo fica parado enquanto Michel Temer estiver no exercício do mandato de presidente da República, ou seja, até 31 de dezembro de 2018. No caso dos ministros denunciados, a decisão sobre o prosseguimento das investigações será do Supremo Tribunal Federal, uma vez que não há previsão constitucional para o pedido de investigação de ministros à Câmara dos Deputados, como ocorre com o ocupante do cargo de presidente da República.


Fonte: Notícias do Dia

Maioria dos deputados catarinenses vota a favor da investigação contra Michel Temer
Com a ausência de um e a mudança de opinião de dois parlamentares, placar de Santa Catarina mudou em relação à primeira votação

Dois deputados federais catarinenses mudaram de posição em relação à primeira denúncia contra o presidente Michel Temer e votarão pela continuidade do processo, na sessão desta quarta-feira (25). Com mais uma ausência, o placar de Santa Catarina mudou em relação à primeira votação.

Mauro Mariani (PMDB) e João Paulo Kleinubing (PSD) votaram não. Marco Tebaldi (PSDB) não participou da sessão. Com isso, o placar foi de nove votos não, seis votos sim e uma ausência. Na primeira votação, o placar foi de nove votos sim e sete não.

Veja o que disseram e como votaram os catarinenses

Carmen Zanotto (PPS) – Não
“Não ao relatório, pelo prosseguimento da denúncia.”

Celso Maldaner (PMDB) – Sim
“Em respeito à Constituição Federal, pela retomada do desenvolvimento do nosso país e pela geração de emprego, controle da inflação, eu voto sim.”

Cesar Souza (PSD) – Sim
“Eu voto sim.”

Décio Lima (PT) – Não
“É repugnante para o país estarmos vivendo este momento. Mais repugnante é o palco dessa Casa, da hipocrisia e do fisiologismo. Aqui está o nosso brado, ‘Fora, Temer’, fora os crápulas, é não.”

Esperidião Amin (PP) – Não
“‘Cada homem bravo, cada bravo cidadão’, diz o hino de Santa Catarina. Nem mais, nem menos. Pelo prosseguimento da denúncia, voto não.”

Geovania de Sá (PSDB) – Não
“Temos sempre que buscar votar com coerência nessa Casa. Não seria diferente nessa votação. Votarei não ao relator, não ao arquivamento.”

João Paulo Kleinubing (PSD) – Não
“Voto não ao relatório.”

João Rodrigues (PSD) – Sim
“Quando eu vejo o PT dizer que é conta a corrupção e quer Lula no governo, eu sou a favor da continuidade do presidente Temer e a investigação a partir de janeiro de 2019. Portanto, sim.”

Jorge Boeira (PP) – Não
“Repugnante, nojento, é a corrupção. Voto não à permanência do Temer junto à Presidência da República.”

Jorginho Mello (PR) – Não
“Coerência sempre norteou a minha vida. Rejeito o relatório, voto não, prosseguimento da denúncia contra o presidente Temer.”

Marco Tebaldi (PSDB) – Ausente

Mauro Mariani (PMDB) – Não
“Eu voto não.”

Pedro Uczai (PT) – Não
“Temer, chefe da quadrilha e corrupto. Golpista que está roubando direitos dos trabalhadores brasileiros. Que quer roubar dos aposentados a Previdência e que está destruindo o patrimônio dos brasileiros e dos catarinenses. Voto não. ‘Fora, Temer’.”

Rogério Peninha Mendonça (PMDB) – Sim
“Voto sim ao relatório do deputado Bonifácio de Andrada, do PSDB.”

Ronaldo Benedet (PMDB) – Sim
“Pela estabilidade na economia, estabilidade política, voto sim.”

Valdir Colatto (PMDB) – Sim
“Pra não acompanhar aqueles do ‘enquanto pior, melhor’, pela agricultura, pela governabilidade, pelo direito à propriedade, voto sim.”


Fonte: Notícias do Dia

Correios e Receita Federal facilitam importação e exportação de encomendas

A nova plataforma, desenvolvida durante quatro anos, está disponível no site dos Correios

Os Correios e a Receita Federal lançaram nesta quarta (25) sistema online com o objetivo de facilitar importação e exportação de encomendas. A ideia é simplificar o pagamento de impostos. A plataforma Minhas Importações integra os sistemas dos dois órgãos com um novo modelo de importação no Brasil. As informações são da Agência Brasil.

Agora o correio do país de origem poderá enviar diretamente as informações do objeto postado para os Correios no Brasil que, por sua vez, passará os dados automaticamente para a Receita Federal e demais órgãos aduaneiro autorizados, como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Vigiagro (Vigilância de Trânsito Agropecuário Internacional).

No site, o cliente terá acesso detalhado ao trâmite da encomenda, interagindo com órgãos de controle e fazendo pagamentos de impostos e serviços, além de enviar documentos complementares e fazer solicitações de revisão de tributos. Com o novo serviço, os usuários dos serviços poderão efetuar o pagamento dos tributos por meio do cartão de crédito.

“A parceria com a Secretaria de Fazenda facilita todos os processos de internalização dos produtos. Isso permite que o comprador faça todos os procedimentos e receba o produto em casa. Mas para isso, no momento da compra, seja qual for o país de origem, o cliente deve escolher uma modalidade de encomenda registrada”, explicou o presidente dos Correios, Guilherme Campos.

Para o subsecretário de aduana da Receita Federal, Luís Felipe de Barros Reche, o novo sistema trará maior eficiência à fiscalização. “Agora passamos a trabalhar com um modelo em que recebemos a informação antecipadamente. Isso permite selecionar melhor as encomendas que possam ter algo ilícito, seja subfaturamento, valoração inferior ou drogas. Com esse sistema, conseguiremos aprimorar o controle aduaneiro. Tudo gera mais transparência e controle para o cliente”, afirmou. A nova plataforma, desenvolvida durante quatro anos, está disponível no site dos Correios, onde o importador terá acesso após efetuar o cadastro.

Comércio eletrônico

Segundos dados dos Correios, cerca de 21 milhões de pessoas já fizeram compras pela internet em sites de outros países. O valor movimentado chega a R$ 2,4 bilhões. Para Guilherme Campos, a nova plataforma permitirá que pequenas e médias empresas entrem no mercado mundial de comércio eletrônico.

“Além de facilidade e segurança em receber encomendas em casa, a plataforma beneficia o comprador e o vendedor, seja pessoa física ou empresa. O comprador é beneficiado porque pagará o imposto justo do produto que está sendo importado. As empresas nacionais também serão beneficiadas, pois passam a concorrer com as empresas lá de fora [outros países] pagando o imposto de exportação específico do produto vendido. Ou seja: não é mais por média ou amostragem”, afirmou Campos.


Fonte: Diário Catarinense

Governo federal libera R$ 926 mil para recuperar praias afetadas pela ressaca em Florianópolis

O Ministério da Integração Nacional publicou nesta quarta-feira a portaria que libera recursos para recuperar praias afetadas pela ressaca em Florianópolis. O valor é de R$ 926,6 mil e chegará aos cofres públicos municipais nos próximos dias.

O acerto para a liberação ocorreu em reunião do prefeito Gean Loureiro (PMDB) com a Defesa Civil nacional, na terça-feira, em Brasília. A verba será usada exclusivamente para as obras de recuperação e o prazo de execução dos serviços com esse recurso é de seis meses. Conforme a prefeitura, o objetivo é terminar os trabalhos antes disso, principalmente pensando na temporada de verão.

A maré alta e as ressacas nas praias de Florianópolis — e também de outras regiões de Santa Catarina — marcaram o mês de setembro. Só na Capital, a estimativa da Defesa Civil é que o prejuízo passe dos R$ 4 milhões. Uma das áreas mais atingidas foi a do Morro das Pedras, no Sul da Ilha.


Fonte: Diário Catarinense

Poupança já encosta no rendimento da renda fixa

O novo corte da Selic, os juros básicos da economia, causa grande impacto no principal tipo de investimento dos brasileiros, a renda fixa. Com a queda de 0,75 ponto porcentual, para 7,5% ao ano, a rentabilidade do Tesouro Selic, de alguns CDBs e de fundos de investimento em renda fixa (os Fundos DI) se aproximou e, em alguns casos, até perdeu para o retorno da caderneta de poupança. O retorno de um investimento de um ano em Fundo DI com taxa de 1% de custódia, por exemplo, passa a ser de 4,98%, a mesma rentabilidade da poupança para o período.

"Para quem precisa de um investimento em curtíssimo prazo e não tem mais de R$20 mil para aplicar, a poupança acaba sendo mais vantajosa por não ter cobrança de taxas de administração e ser isenta de Imposto de Renda", explica Reginaldo Gonçalves, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina. Mas a poupança também perde com a queda da Selic. Com a taxa básica abaixo de 8,5%, a remuneração da caderneta passa a ser a Taxa Referencial (definida pelo Banco Central) mais 70% da Selic.

O raciocínio do professor se confirma com as taxas de custódia cobradas pelos fundos. De acordo com dados da Anbima, associação que representa instituições do mercado financeiro e de capitais, a taxa média de administração desses fundos é de 2,59% para investimentos até R$ 1 mil; 1,07% até R$ 25 mil; e 0,91% de R$ 25 mil a R$ 100 mil. Para o professor de Economia da Fecap, Joelson Sampaio, o importante é que o investidor não invista caso a taxa não seja inferior a 1%. A sugestão dele é que se procure alternativas como CDBs e Letras de Crédito Imobiliário ou Agrário, as LCI e LCA. Nenhum deles tem incidência de IR, mas exigem mais tempo de investimento para terem melhor rentabilidade.

No caso das LCI e LCA, a maioria dos bancos de varejo espera aportes de entrada acima de R$ 30 mil, mas é possível encontrar opções a partir de R$ 5 mil em pequenos bancos.

Tesouro

Mais comum na carteira dos investidores brasileiros, o Tesouro Direto também sente o efeito da queda dos juros, mas ainda apresenta títulos atrativos em comparação à poupança.

Se o objetivo for manter o dinheiro investido por mais de um ano, até mesmo o Tesouro Selic ganha da caderneta, ainda que se desconte o IR. Mas é possível apostar em alternativas mais rentáveis. É caso dos títulos pré-fixados de vencimento de curto e médio prazo, até 2023. Há, ainda, o Tesouro IPCA+, que entrega rendimento baseado na inflação passada somado à expectativa de juros reais. "Protege da inflação no período. É boa opção para prazos maiores de 5 anos", indica o economista Marcos Silvestre.

"Os juros reais, aqueles que já descontam a inflação, estão na casa dos 4% a 5%, muito positivos para o investidor", diz o professor da Saint Paul Alan Ghani. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Diário Catarinense

Copom reduz juros básicos para 7,5% ao ano, próximo do menor nível da história

Pela nona vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu nesta quarta-feira (25) a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, de 8,25% ao ano para 7,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a redução desta quarta-feira, a Selic iguala-se ao nível de maio de 2013, quando também estava em 7,5% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,16% em setembro, próximo da mínima histórica de 0,08% registrada em setembro do ano passado.

Nos 12 meses terminados em setembro, o IPCA acumula 2,54%, a menor taxa em 12 meses desde fevereiro de 1999. Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para este ano, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.

Inflação

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2017 em 3,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,06%, mesmo com os aumentos recentes nos preços dos combustíveis.

Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas; e o de alimentos como feijão e leite contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a cair por causa da recessão econômica e da queda do dólar.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 0,73% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2017. A estimativa está em linha com o último Relatório de Inflação, divulgado em setembro, no qual o BC projetava expansão da economia de 0,7% este ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.


Fonte: SPC Brasil

Cresce para 27% o percentual de micro e pequenos empresários que vão investir neste fim de ano, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL

Com a proximidade das festas de fim de ano, 45% dos que vão investir têm como objetivo aumentar vendas; Indicador de Demanda por Crédito registra apenas 10,4 pontos. Maioria vai investir com capital próprio

O empresariado brasileiro que atua nos ramos do comércio e serviços está um pouco mais otimista para realizar investimentos neste fim de ano. Dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que entre setembro de 2017 e setembro do ano passado, passou de 19% para 27% o percentual de micro e pequenos empresários que têm a intenção de realizar algum investimento nos próximos três meses. Os dados deste ano também superam o observado no mesmo período de 2015, quando estava em 24%. Os que não vão realizar investimentos somam 66% da amostra e 6% não sabem se pretendem investir ou não.

Na escala, o Indicador de Demanda por Investimento ficou em 28,1 pontos em setembro deste ano. No mesmo mês do ano passado, ele se encontrava em 24,1 pontos e em agosto de 2017 estava em 25,7 pontos. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a sondagem indica que ainda não há intenção significativa de investimento por parte dos empresários de micro e pequenos negócios, mas que a retomada lenta e gradual da economia tem refletido em uma melhora tímida desses números. “A partir do momento em que observarmos quedas reais dos juros e um ambiente econômico mais estável, haverá certamente um estímulo maior ao investimento. Infelizmente, o ritmo de melhora da confiança ainda é muito sutil, mas esse é mais um dos sinais que mostram que os setores do comércio e serviços vislumbram um fim de ano com vendas melhores e movimento mais aquecido”, afirma Pinheiro.

Com a proximidade das festas de fim de ano, 45% dos que pretendem investir miram o aumento das vendas

O indicador ainda revela que aumentar as vendas é o principal motivo para esses empresários realizarem investimentos, mencionada por 45% de entrevistados. Em seguida, aparecem a necessidade de atender ao aumento recente da demanda em seus estabelecimentos (20%) e a adaptação da empresa a uma nova tecnologia (19%).

Por outro lado, considerando os motivos para não investir estão a ausência de necessidade, citada por 47%, enquanto 25% mencionam os efeitos negativos da crise e 12% declaram estar aguardando o retorno de um investimento realizado
recentemente.

Como a maior parte dos empresários que pretendem investir têm a motivação de vender mais, a ampliação dos estoques é o principal tipo de investimento a ser realizado nesse período de fim de ano, escolha de 33% da amostra. Outras formas de preparo são na área de divulgação, como mídia e propaganda (23%), reforma das instalações da empresa (23%), compra de equipamentos e maquinário (20%) e ampliação de portfólio (14%).

A sondagem também mostra que, entre aqueles empresários que planejam investir, a maior parte irá recorrer ao capital próprio guardado na forma de aplicações ou investimentos (54%) ou resultante da venda de algum bem (16%). Há ainda 11% que mencionam o empréstimo em bancos e financeiras. Quando questionados do motivo de utilizar capital próprio para investir no negócio, a maioria destes empresários justificou com o fato dos juros bancários serem muito altos (60%).

Apenas 7% dos micro e pequenos empresários pretendem tomar crédito nos próximos três meses; juros altos pesam para 40% dos entrevistados

Em linha com a constatação de que a maior parte dos empresários vai investir com capital próprio, o Indicador de Demanda por Crédito não apresentou crescimento no último mês de setembro. Na escala do indicador que varia de zero a 100, houve uma pequena variação negativa, passando de 12,0 para 10,4 pontos entre setembro deste ano com setembro do ano passado. Em agosto de 2017, o indicador se encontrava em 10,8 pontos. Quanto mais próximo de 100, maior o apetite para tomada de crédito nos próximos três meses; quanto mais distante, menor é o apetite.

Em termos percentuais, apenas 7% dos micro e pequenos empresários dos ramos do comércio e serviços manifestaram a intenção tomar recursos emprestados de terceiros nos próximos três meses. O percentual é o mesmo que o verificado em setembro do ano passado. Os que não pretendem tomar crédito somam 87% dos empresários consultados. Entre os que manifestam a intenção de contratar crédito, as principais finalidades são formar capital de giro (31%), adquirir equipamentos (24%) e pagar dívidas (22%).

A maior parte dos micro e pequenos empresários (29%) diz considerar a contratação de crédito algo difícil. Mas há também fatia semelhante que considera fácil (28%). Excesso de burocracia (45%) e juros altos (40%) são os
principais motivos entre os que veem dificuldades para tomar recursos financeiros emprestados. A contratação de empréstimo em instituições financeiras é o tipo de crédito mais difícil de ser contratado (23%) na opinião dos
entrevistados, seguido dos financiamentos em instituições financeiras (18%) e do crédito junto a fornecedores (10%).

O bom relacionamento com o banco, por outro lado, é a principal razão para quem avalia a contratação como algo fácil, citado por 35%. O fato de estar com as contas em dia também é um fator que influencia na facilitação de crédito, mencionado por 23% dos entrevistados.

“Com planejamento, o crédito pode ser uma via de crescimento para os empresários que têm planos de investir. Políticas que reduzam o custo do crédito e retirem os entraves para contratação, sem aumentar o risco dos bancos do outro lado, podem abrir oportunidade de expansão dos micro e pequenos empresários brasileiros”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Metodologia

A pesquisa abrange todo o território nacional e considera somente as empresas de micro e pequeno porte que atuam no Varejo e no Setor de Serviços. Seguindo o critério do Anuário do Trabalho Sebrae/Dieese, são consideradas microempresas aquelas com até 9 funcionários e pequenas empresas aquelas com 10 a 49 funcionários. A amostra é constituída de 800.


Fonte: SPC Brasil

Sete em cada dez brasileiros não conseguiram guardar dinheiro em agosto, aponta indicador do SPC Brasil e CNDL

Entre os poupadores, 51% tiveram de resgatar ao menos parte de seus recursos para pagar dívidas, contas da casa ou gastos extras. Modalidades como tesouro direto, CDBs e previdência privada são conhecidas pela minoria dos poupadores

O brasileiro segue enfrentando dificuldades para terminar o mês com sobras de dinheiro. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelam que 73% dos consumidores não conseguiram guardar nenhuma parte de seus rendimentos no último mês de agosto. Apenas 20% dos entrevistados foram capazes de poupar ao menos parte do salário que recebem. Entre os consumidores das classes C, D e E, o índice é ainda menor e cai para 15% das pessoas consultadas. Nas classes A e B, a proporção de poupadores cresce para 36%, mas ainda assim, é a minoria.

De acordo com o indicador do SPC Brasil, o número de poupadores tem se mantido estável em um baixo patamar nos últimos meses. Em julho, o percentual de poupadores havia sido de 19% e em junho, de 21%. Entre os que conseguiram poupar no último mês de agosto e se recordam do valor, a média dos recursos guardados foi de R$ 516.

Entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo, 49% justificam receber uma renda muito baixa, o que inviabiliza ter sobras no fim do mês. A falta de renda, em meio a um cenário de desemprego, também pesa, sendo mencionada por 17% desses entrevistados. Há ainda 15% de consumidores que disseram ter enfrentado imprevistos e 12% que reconhecem ter dificuldades para controlar gastos e manter a disciplina de poupança. “Mesmo que não se poupe grandes quantias, o hábito de guardar dinheiro ajuda o consumidor a não extrapolar os ganhos e manter um maior controle de suas finanças. Mais importante do que o valor que se guarda, é a regularidade com que se faz a poupança”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

36% dos poupadores guardam dinheiro para lidar com imprevistos e 51% tiveram de sacar recursos em agosto

Segundo o indicador, o principal propósito para aqueles que têm como hábito poupar, é a proteção contra imprevistos, mencionada por 36% dos entrevistados. Em seguida, aparece a intenção de garantir um futuro melhor para a família (25%), se prevenir caso fiquem desempregados (25%) e a realização de algum sonho de consumo (20%). Já a aposentadoria foi lembrada por apenas 11% desses poupadores.

Outro dado que o levantamento mostra é que mais da metade (51%) dos brasileiros que possuem reserva financeira tiveram de sacar ao menos parte desses recursos no último mês, sendo que para 13% a necessidade foi ter de pagar alguma dívida, 12% para pagar contas básicas da casa e 11% para cobrir despesas extras. “Cada reserva deve ter uma finalidade. Ela pode ser para imprevistos, para conquistar um sonho ou para aposentadoria. O ideal é que não se misture esses recursos e que só se faça o resgate no período adequado”, explica a economista do SPC Brasil.

62% recorrem à caderneta de poupança; 42% dos que guardam dinheiro em casa, veem liquidez como vantagem

Mesmo entre os poupadores, o levantamento descobriu que há falta conhecimento sobre opções mais rentáveis de investimento. A maioria (62%) desses entrevistados recorre a velha caderneta de poupança para guardar seus recursos. Outros 19% deixam o dinheiro guardado na própria casa. Em seguida, aparecem de forma mais pulverizada os fundos de investimento (9%), previdência privada (7%), tesouro direto (7%), CDBs (5%) e ações em bolsas (4%). “A preferência majoritária pela poupança ou por guardar dinheiro na própria casa demonstra que até mesmo entre aqueles que têm o hábito de guardar dinheiro, há inércia na busca de informação de modalidades disponíveis e cuidado em buscar aplicações adequadas para cada tipo de objetivo financeiro”, afirma a economista Marcela Kawauti.

A poupança também acaba sendo o destino mais usual para os recursos financeiros porque é a modalidade mais conhecida dos investidores: 75% dos que não se utilizam dela pelo menos já ouviram falar a seu respeito. No caso da previdência privada, 49% já ouviram falar nessa modalidade. Outras opções que são conhecidas apenas pela minoria dos consumidores são os fundos de investimento (36%), ações (35%), CDBs (25%) e tesouro direto (24%).

Quanto aos brasileiros que guardam o dinheiro em casa, a principal razão mencionada, por 42% desses entrevistados, é a liquidez – ou seja, a facilidade para dispor desse dinheiro quando precisam usá-lo em momentos de necessidade. Também se destacam a percepção de que não vale a pena deixar pouco dinheiro investido em banco (35%) e a sensação de segurança (15%). O educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’ orienta que nesses casos, se a preocupação do consumido for a liquidez, “o dinheiro pode ser mantido em uma conta poupança, de onde pode ser retirado com facilidade. Dessa forma, o dinheiro não fica parado, pode ser sacado a qualquer momento e não deixa o consumidor vulnerável, uma vez que os recursos guardados na própria casa podem ser roubados ou perdidos”, afirma Vignoli.

Metodologia

O objetivo da sondagem é acompanhar, mês a mês, a formação de reserva financeira do brasileiro, destacando a quantidade daqueles que tiveram condições de poupar ao longo dos meses. O indicador abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais a uma margem de confiança de 95%.

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