Clipping - 06/09/2017

CDL de Florianópolis

JovemPan: Jornal Local
Pauta: Inova+Ação
Clique aqui para ouvir na íntegra.

Fonte: Notícias do Dia - Janine Alves


Geral

Fonte: Notícias do Dia

Com características de via urbana, municipalização da SC-401 pode facilitar soluções

Um decreto está sendo elaborado pelo Governo do Estado para permitir que prefeituras solicitem a municipalização de trechos de rodovias estaduais urbanizadas

Uma estrada construída para ligar o Centro ao Norte da Ilha e acompanhar o progresso rumo à região Norte de Florianópolis. Projetada em 1930, a SC-401 nasceu com o propósito de uma rodovia: uma via rural pavimentada para ligar dois pontos distantes. Mas com o passar dos anos, a urbanização natural se disseminou, a rodovia ganhou um novo traçado em 1970 e foi totalmente duplicada em 2011, dando espaço a inúmeros empreendimentos e a bairros com grande fluxo de pessoas. O crescimento trouxe também o ônus. Rodovia estadual mais movimentada de Santa Catarina, a SC-401 apresenta altos índices de acidentes e de mortes e uma solução complexa de sair do papel. Como uma das saídas, a proposta de municipalizar a rodovia poderia facilitar uma série de soluções.

De acordo com o secretário da Suderf (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis), Cássio Taniguchi, o Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis) enxerga que a SC-401 perdeu as características de uma rodovia e se tornou uma via urbana, recomendando a municipalização. “Estão acontecendo vários empreendimentos ao longo da SC-401 e se intensificando cada vez mais. Daqui a pouco ela será uma via que terá necessariamente que ser pensada como urbana. Não é mais uma rodovia. O Plamus já definiu o eixo da 401 como uma via urbana”, diz.

O doutor em engenharia de tráfego José Leles de Souza afirma que a municipalização traria vantagens como a possibilidade de instalar equipamentos de fiscalização na rodovia, redutores de velocidade e fiscalização feita pela prefeitura. Diante da dificuldade financeira de Estados e municípios, Souza propõe uma gestão compartilhada entre Estado e município sobre toda a SC-401. “Ficaria melhor para os dois e para todo o sistema viário. Pois só municipalizar também não resolve se nada for executado”, destaca.

Para Elson Pereira, especialista em mobilidade urbana, a municipalização não deve ser o foco. “O debate central seria modificar a geometria da própria estrada. Ela precisa ser pensada como uma avenida urbana de forma que não precisemos usar subterfúgios como radares e lombadas para diminuir a velocidade. É preciso que a geometria da estrada não convide as pessoas a correr”, diz.

Debate sobre a municipalização

Morador do Norte da Ilha, o secretário de Estado de Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro, acredita que a discussão efetiva sobre a municipalização ficará para depois da revitalização da SC-401, prevista para começar em novembro deste ano e que deve levar um ano para ser concluída. Por isso, o tema só deverá ser efetivamente levantado em 2019. “A caracterísita da rodovia é muito municipal e acredito que a gestão tenha que ser municipal também”, afirma.

A Prefeitura de Florianópolis demonstra interesse em administrar a rodovia e resolver os problemas que se arrastam há anos. De acordo com o secretário da Casa Civil, Filipe Mello, o município aceitaria gerir a SC-401 desde que o Governo do Estado repassasse os recursos necessários para manutenção e melhorias necessárias. “O que não aceitamos é ver as pessoas submetidas a riscos desnecessários por conta de buracos, falta de manutenção dos guard-rails, ou seja, o que a prefeitura vem cobrando do Deinfra [Departamento Estadual de Infraestrutura] é fazer o dever de casa e que dê pelo menos a manutenção mínima que é obrigação. Se isso acontecer, certamente a prefeitura fará de forma muito mais competente do que o Deinfra tem feito nos últimos anos”, diz. Segundo Vampiro, a rodovia revitalizada seria a contrapartida proposta pelo Estado para a municipalização.

Decreto para permitir municipalizações

A criação de um dispositivo legal que facilite a municipalização de trechos de rodovias que cortam áreas urbanas no Estado começou a ser discutida em fevereiro deste ano e está prestes a ser finalizado. Um decreto vem sendo elaborado por Deinfra, Secretaria de Estado de Infraestrutura e Casa Civil a partir de uma sugestão do Legislativo e que permitiria aos prefeitos dos municípios catarinenses solicitar de forma mais fácil a transferência da responsabilidade de trechos de rodovias estaduais.

De acordo com o deputado Milton Hobus (PSD), as demandas surgiram principalmente de cidades do interior, que se propõem a arcar com os benefícios e prejuízos de administrar uma rodovia do Estado. “Há cidades como Taió, Luzerna e Witmarsum, por exemplo, que não conseguem colocar um semáforo em cruzamentos, pois os municípios não têm gestão sobre isso”, diz.

Segundo o secretário de Estado da Casa Civil, Nelson Serpa, esta é uma questão controvertida, pois depende principalmente das faixas de domínio das rodovias – trechos em que não é permitido construir. Isso implica em resolver a questão das edificações já existentes, delimitar a faixa para instalação de equipamentos públicos e de publicidade, entre outros.

O desenvolvimento da SC-401

Projetada para acompanhar o progresso e ligar o Centro de Florianópolis ao Norte da Ilha, a estrada que hoje recebe o nome de SC-401 surgiu na década de 1930

A ideia de abrir uma estrada para ligar a ponte Hercílio Luz até a praia de Canasvieiras surgiu do ex-governador Hercílio Luz e foi executada no governo Adolfo Konder

A rodovia nasceu com o nome de Virgílio Luz e foi remodelada na década de 1970 com um novo traçado, sendo rebatizada de rodovia José Carlos Daux – precursor do turismo local – para então ser conhecida como SC-401

Antes da rodovia, moradores e comerciantes só tinham duas formas de chegar ao Centro: de barco ou a cavalo

O crescimento da região Norte fez surgir a necessidade de duplicar a rodovia. Um trecho foi duplicado entre 1995 e 1998 e, em dezembro de 2011, foram duplicados outros 6,6 quilômetros, do trevo de Ratones até Canasvieiras

A duplicação consolidou a transformação urbana de Canasvieiras e de outros balneários. O crescimento rápido e desordenado, porém, fez crescer também o número de moradores e empreendimentos ao longo da rodovia

A SC-401 deixou de ser apenas o caminho do Centro às praias para despontar como o trajeto do empreendedorismo. Em suas margens foram erguidos empreendimentos inovadores, tecnológicos, shopping center, faculdades, hospital, prédios comerciais e teatro, e passou a ser endereço da sede administrativa do governo catarinense


Fonte: Notícias do Dia

Biguaçu implanta central para monitorar prédios públicos municipais

Sistema conta com 96 câmeras espalhadas por escolas, prefeitura e postos de saúde. Meta é reduzir ações de vandalismo

Desde a tarde de segunda-feira (4) quase todos os prédios públicos de Biguaçu passaram a ser monitorados eletronicamente. O Projeto de Vigilância Monitorada do município foi inaugurado pelo prefeito Ramon Wollinger (PSD) e conta com 96 câmeras e uma central dedicada e acompanhada 24 horas por dia no prédio da prefeitura.

Desde a tarde de ontem quase todos os prédios públicos de Biguaçu passaram a ser monitorados eletronicamente. O Projeto de Vigilância Monitorada do município foi inaugurado pelo prefeito Ramon Wollinger (PSD) e conta com 96 câmeras e uma central dedicada - Divulgação/ND
- Central será monitorada por equipes de agentes do município - Divulgação/ND

Integram o projeto o prédio da prefeitura, secretarias municipais, o Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), o Recria (Recanto da Criança e do Adolescente), o cemitério municipal, além de escolas e centros de educação infantil. No total 80% dos espaços públicos passaram a ser vigiados. Em breve, mais equipamentos serão associados ao sistema, garantindo o monitoramento de 100% dos espaços públicos.

Além do videomonitoramento, acompanhado por operadores, o projeto também é composto por patrulha noturna em viatura caracterizada. “O sistema eletrônico de vigilância instalado funcionará como um meio de desestimular a ação criminosa de vândalos e invasores, bem como uma forma de garantir mais segurança a todos os que acessam os prédios públicos, como alunos nas unidades de ensino, servidores e os munícipes em geral, que buscam os atendimentos e serviços públicos”, explicou o prefeito.


Fonte: G1SC

Justiça ordena demolição de 4 bares na Praia da Joaquina, em Florianópolis

Eles estão em área de preservação permanente. Donos dos estabelecimentos podem recorrer.

A Justiça Federal ordenou a demolição de quatro bares na Praia da Joaquina, em Florianópolis, por causar dano ambiental em uma área de preservação permanente. Os proprietários têm 30 dias para demolir os estabelecimentos, mas eles ainda podem recorrer da decisão, como mostrou o NSC Notícias desta terça-feira (5).

Decisão

A sentença também ordena que os donos dos bares limpem o local após a demolição e apresentem um projeto de recuperação da área degradada, que precisa ser aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Se não cumprirem a decisão, a multa para os donos dos bares é de R$ 10 mil por dia.

Nessa mesma ação, cinco réus foram absolvidos, incluindo dois hotéis e um estacionamento.
A sentença também ordena que o município de Florianópolis e a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) deixem claro quais são os limites das áreas de preservação permanente na Joaquina.

Processo de 2012

O processo é de 2012, quando o Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação dos imóveis da orla da Joaquina por estarem em área de preservação permanente.
O MPF também pode recorrer para pedir a condenação dos réus absolvidos, mas o procurador responsável está de férias e vai tomar essa decisão quando retornar. O prazo para entrar com os recursos termina em 19 de outubro.


Fonte: Diário Catarinense - Moacir Pereira

O prejuízo de Raimundo Colombo com os novos áudios da JBS

A Semana da Pátria começou com esta bomba de alto teor explosivo envolvendo a Procuradoria-Geral da República e gravíssimas irregularidades admitidas pelo procurador Rodrigo Janot. O envolvimento de seu auxiliar direto, o procurador Marcelo de Moraes, suspeito de negociar diretamente com os donos da JBS o esquema de delação dos irmãos Batista, terá desdobramentos efervescentes.

Não bastasse o conteúdo apocalíptico dos áudios, fatos novos vieram a trazer outros flagrantes de corrupção. Casos mais flagrantes como os do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), em cujo bunker foram encontradas várias malas e caixas estofadas de dinheiro, e do presidente do Comitê Olímpico, Carlos Nuzman, com 480 mil em moedas diversas em sua residência.

Repercussão maior em Santa Catarina foi a citação do governador Raimundo Colombo pelo diretor da JBS Ricardo Saud sobre pagamentos feitos a título de propinas eleitorais. Há referência, também, ao ex-secretário da Fazenda Antônio Gavazzoni, que deixou a pasta para se defender das delações de diretores do grupo Odebrecht. Investigação que prossegue no STJ, com notícias otimistas transmitidas a Colombo e a Gavazzoni. Tanto que já havia cogitações nos bastidores de retorno de Gavazzoni à Secretaria da Fazenda.

O prejuízo político de Raimundo Colombo já está feito. Ele emitiu nota dizendo que os recursos liberados pela JBS foram contabilizados e entraram nas prestações de contas de sua campanha. O problema é que, a depender das futuras composições, estes fatos podem entrar na campanha política de 2018. Neste caso, com prejuízo ainda maior, salvo decisão favorável a Colombo e Gavazzoni no STJ.


Fonte: Diário Catarinense

Janot denuncia Lula, Dilma e mais 6 do PT por organização criminosa

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (5), os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, além dos ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci, pelo crime de organização criminosa.

Também foram denunciados a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-ministro Paulo Bernardo, marido da parlamentar, e os ex-tesoureiros do PT João Vaccari e Edinho Silva.

Na denúncia, Janot sustenta que os acusados formaram uma organização criminosa no Partido dos Trabalhadores para receber propina desviada da Petrobras durante as investigações da Operação Lava-Jato.

"Pelo menos desde meados de 2002 até 12 de maio de 2016 , os denunciados integraram e estruturaram uma organização criminosa com atuação durante o período em que Lula e Dilma Rousseff sucessivamente titularizaram a Presidência da República para cometimento de uma miríade [grande número] de delitos, em especial contra a administração pública em geral", sustenta Janot.

Para embasar a denúncia, Janot argumenta que os acusados receberam propina por meio de doações eleitorais da JBS e das empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC e Odebrecht.

De acordo com o procurador, ocorreram desvios também na Petrobras, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Ministério do Planejamento. "O esquema desenvolvido no âmbito desses órgãos permitiu que os ora denunciados recebessem, a título de propina, pelo menos, R$ 1,4 bilhão", diz a denúncia.

Esta é a segunda denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra políticos no ramo de investigação conhecido como "quadrilhão" — que apurou a organização entre políticos e operadores para atuar na petrolífera. Janot já denunciou 12 políticos do PP, que é hoje a quarta maior bancada da Câmara dos Deputados.

A investigação foi aberta na primeira leva de inquéritos pedidos por Janot ao STF na Lava-Jato, em março de 2015. No meio do caminho, contudo, a própria PGR pediu para fatiar a investigação em quatro ramos: PP, PMDB do Senado, PMDB da Câmara e PT.


Fonte: Diário Catarinense

Saiba o que abre e fecha no feriado de 7 de setembro nas principais cidades da Grande Florianópolis

Nesta quinta-feira (7 de setembro) é comemorado o dia da Independência no Brasil. As quatro maiores cidades da Grande Florianópolis, a Capital, São José, Palhoça e Biguaçu, decretaram ponto facultativo na sexta-feira. Boa parte dos serviços públicos estarão fechados. Clique nos links abaixo para conferir o que abre e fecha no feriadão em cada uma das cidades.

Florianópolis

São José

Palhoça

Biguaçu

Fonte: EconomiaSC

Florianópolis tem a terceira cesta básica mais cara em pesquisa do DIEESE

Em agosto de 2017, a cesta de Florianópolis custou R$ 426,30, o que correspondeu a uma redução de -3,09% em relação a julho. Foi a terceira cesta mais cara entre as 21 calculadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Em 12 meses, a variação foi de -6,74% e, nos oito meses de 2017, de -6,06%.

Entre julho e agosto, apenas o café (4,9%), a farinha de trigo (2,01%) e o feijão (0,71%) apresentaram aumento nos preços. Os demais itens tiveram redução: o pão de trigo (-0,09%), a carne (-0,3%), o leite integral (-0,63%), o arroz (-0,92%), a manteiga (-1,02%), o açúcar (-1,26%), o óleo de soja (-2,27%), a banana (-9,38%), o tomate (-15,03) e a batata (-20,99).

Em 12 meses, oito produtos tiveram taxa acumulada negativa: batata (-56,85%), feijão (-27,37%), leite integral (-25,06%), tomate (-23,64%), banana (-10,9%), arroz (-6,65%), açúcar (-6,01%), farinha de trigo (-2,98%). Outros cinco produtos acumularam alta: pão de trigo (5,52%), carne bovina de primeira (5,53%), óleo de soja (8,24%), café em pó (16,93%) e manteiga (19,07%).

O trabalhador florianopolitano, cuja remuneração equivale ao salário mínimo, necessitou cumprir jornada de trabalho, em agosto, de 100 horas e 5 minutos, menor que a de julho, de 103 horas e 17 minutos. Em agosto de 2016, a jornada ficou em 114 horas e 17 minutos.

Em agosto de 2017, o custo da cesta em Florianópolis comprometeu 49,45% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em julho, o percentual exigido foi de 51,03%. Já em agosto de 2016, o comprometimento foi de 56,46% do salário mínimo.

Custo da cesta básica diminuiu na maior parte das capitais pesquisadas

Em agosto, o custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 21 das 24 cidades onde o DIEESE realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As quedas mais expressivas foram registradas em Campo Grande (-7,09%), Salvador (-7,05%), Natal (-6,15%) e Recife (-5,84%). Já as altas foram anotadas em Goiânia (0,04%), Maceió (0,91%) e Boa Vista (1,40%).

Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 445,76), seguida por São Paulo (R$ 431,66) e Florianópolis (R$ 426,30). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 332,10), Natal (R$ 336,12) e Recife (R$ 340,54).

Em 12 meses, o valor da cesta apresentou redução em todas as cidades pesquisadas. As taxas negativas variaram entre -19,46%, em Campo Grande, e -4,55%, em Aracaju.

Entre janeiro e agosto de 2017, o custo da cesta apresentou queda em 23 capitais, com destaque para Campo Grande (-12,98%), Cuiabá (-11,79%), Manaus (-9,39%) e Belém (-8,50%). A única alta acumulada foi registrada em Aracaju (1,19%).

Salário mínimo defasado

Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em agosto de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.744,83, ou 4,00 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em julho de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.810,36, ou 4,07 vezes o mínimo vigente. Em agosto de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.991,40, ou 4,54 vezes o piso em vigor, que equivalia a R$ 880,00.


Fonte: SPC Brasil

Confiança da micro e pequena empresa atinge 47,4 pontos em agosto, mostra indicador do SPC Brasil e CNDL

Mesmo em meio à lenta recuperação, 37% dos MPEs estão confiantes com o futuro da economia. 67% avaliam a queda nas vendas como principal reflexo da piora dos negócios nos últimos seis meses

O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa (MPE) atingiu 47,4 pontos em agosto, o que representa uma estabilidade com relação aos 49,0 pontos registrados em julho. Já na comparação com agosto do ano passado, houve uma queda de 2,8 pontos percentuais – naquele mês o índice estava em 50,2 pontos. O indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) varia de zero a 100, sendo que, acima de 50 pontos, reflete confiança desses empresários e, abaixo dos 50 pontos, reflete desconfiança com os negócios e com a economia.

Na avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a confiança do micro e pequeno empresário dos ramos do comércio e serviços segue em baixo patamar, porém a tímida melhora do cenário econômico, com a queda da inflação e das taxas de juros, pode em alguma medida criar boas expectativas no empresariado. “Medidas como a liberação de recursos do FGTS, que serviram de estimulo ao consumo e à recuperação de crédito nesse primeiro semestre injetaram um pouco de ânimo nos empresários e impediram, por ora, que as incertezas políticas tivessem impacto maior na confiança”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio da avaliação das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já através das expectativas, busca-se medir o que se espera para os próximos seis meses.

67% avaliam a queda nas vendas como principal reflexo da piora dos negócios

O Indicador de Condições Gerais, que avalia o retrospecto do micro e pequeno empresário sobre o desempenho de suas empresas e da economia nos últimos seis meses, caiu de 37,3 pontos em julho para 35,3 pontos em agosto deste ano. Em igual mês do ano passado o mesmo indicador se encontrava em 31,6 pontos. Como o índice permanece abaixo do nível neutro de 50 pontos, significa que para a maioria dos micro e pequenos empresários a situação econômica do país e de suas empresas vem piorando com o passar do tempo, embora essa percepção seja menos acentuada hoje do que há um ano, no auge da crise.

Em termos percentuais, seis em cada dez (61%) empresários sondados consideram que o estado da economia brasileira piorou nos últimos seis meses. Já a proporção dos que notaram melhora da economia foi de 12%. Quando restrita somente ao desempenho de seus próprios negócios, 48% disseram ter notado piora, enquanto 16% relatam ter notado alguns sinais de melhora.

A queda das vendas é o sintoma mais perceptível para aqueles que constatam a piora dos seus negócios, sendo mencionada 67% desses empresários como motivo de sua percepção negativa. Outros 12% dizem que, independentemente da crise, atuam num ramo que está em baixa. O aumento dos custos e da inadimplência foi citado, respectivamente, por 9% e 6% desses empresários.

48% estão confiantes com o futuro de seus negócios

O Indicador de Expectativas, que serve de termômetro para avaliar o que o empresário aguarda para o futuro, apresentou uma pequena queda nas duas bases de comparação. Em agosto, o índice ficou em 56,5 pontos contra 57,8 observado em julho e dos 64,1 pontos que marcava em agosto do ano passado.

De acordo com o levantamento, 37% dos micro e pequenos empresários estão, de algum modo, confiantes com o futuro da economia brasileira contra 25% de pessimistas. Quando essa análise detém apenas a realidade da sua empresa, o percentual de confiança é maior e chega a 48% dos empresários consultados ante um percentual de 15% que manifestaram pessimismo com o futuro de seus negócios.

“Em síntese, a performance dos negócios deteriorou-se na percepção média dos empresários, mas não tanto quanto o desempenho da economia. Reflexo disso, as expectativas que os empresários nutrem com relação ao próprio negócio são mais otimistas do que as expectativas que têm sobre os rumos da economia, cujo controle está fora de seu alcance”, explica a economista-chefe do SPC Brasil.

A confiança dos empresários no desempenho da economia, entretanto, não é explicada na maior parte dos casos: 46% dos empresários que se dizem confiantes para os próximos seis meses admitiram não saber a razão de seu otimismo, apenas acreditam que coisas boas irão acontecer. A mesma razão é citada por 29% dos micro e pequenos empresários que estão otimistas com seus negócios.

Entre os que estão otimistas com a economia, há também 19% de entrevistados que confiam na resolução da crise política e 17% que observam melhora no cenário macroeconômico. Entre os que vislumbram um futuro positivo para suas empresas, 25% enxergam a boa gestão do próprio negócio como um fator de estímulo e 18% disseram estar investindo para enfrentar a crise. Apenas 4% de micro e pequenos empresários disseram não estar sendo afetados pela crise.

Quando questionados sobre o que esperam para o faturamento de seu negócio, metade dos MPEs (50%) acredita que não irá se alterar nos próximos seis meses. Mesmo não sendo maioria, uma boa parte (35%) acredita que seu faturamento poderá crescer, contra apenas 9% dos que esperam queda das receitas.

Metodologia

O Indicador e suas aberturas mostram que houve melhora quando os pontos estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.


Fonte: Exame

Inflação em agosto fica em 0,19%, diz IBGE

Acumulado em 12 meses fica abaixo do piso da meta oficial do governo, que é de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima

São Paulo – A inflação no Brasil medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 0,19% em agosto.

Os números foram divulgados na manhã desta quarta-feira (05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O acumulado nos últimos 12 meses ficou em 2,46%, abaixo do piso da meta. O governo busca uma inflação de 4,5% no ano com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo (3%) ou para cima (6%).

O acumulado entre janeiro e agosto está em 1,62%, a menor taxa para o período desde a implantação do Plano Real em 1994 e bem abaixo dos 5,42% registrados no mesmo período de 2016.

O grupo Alimentação e Bebidas, o de maior peso no índice, caiu pelo quarto mês consecutivo devido a uma safra recorde.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central divulga hoje, a partir das 18 horas, sua decisão sobre a Selic.

A expectativa é de um novo corte de um ponto percentual, levando a taxa de 9,25% para 8,25%.

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